Ativistas do Greenpeace escalam torre de usina nuclear espanhola

Manifestantes foram até a usina nuclear de Cofrentes, em Valência, para reivindicar seu fechamento

EFE |

Reuters
Ativista do greenpeace segura cartaz "Feche Cofrentes" após escalar torre de usina nuclear
Ativistas da organização ambientalista Greenpeace escalaram nesta terça-feira (15) até o alto de uma das torres de refrigeração da usina nuclear de Cofrentes para reivindicar o fechamento da instalação, situada na província de Valência, no leste mediterrâneo da Espanha.

Os ecologistas escreveram a palavra "Perigo" na torre que escalaram após chegarem à usina nuclear no começo da manhã, segundo informou a empresa da central, a companhia elétrica Iberdrola.

Fontes do Greenpeace informaram à Agência Efe que a ação para reivindicar o fechamento da usina "está muito avançada" e os 20 ativistas que entraram no complexo da central "continuam trabalhando" apesar da presença de policiais.

Segundo relata a organização ambientalista em seu site, os oito ativistas que escalaram a torre de refrigeração "estão bem e montaram um pequeno acampamento com lonas para refugiar-se da chuva enquanto tentam completar a pintura do termo 'nuclear'".

Iberdrola assegurou por sua parte, em comunicado, que as Forças e corpos de segurança deslocados até as instalações "tomaram o controle da situação".

A direção da usina nuclear decidiu declarar "alerta de emergência", de acordo com seu Plano de Emergência Interior.

Em comunicado, o Conselho de Segurança Nuclear (CSN) da Espanha informou que ativou sua organização de resposta a emergências, que implica a constituição de sua sala de emergências e a manutenção de uma contínua comunicação da mesma com o Centro de Coordenação Operacional da Subdelegação do Governo de Valência.

A central, segundo as mesmas fontes, "continua funcionando em condições estáveis e com todos os sistemas de segurança disponíveis".

Um vigilante de segurança da central ficou levemente ferido durante a entrada dos ativistas ao local.

Os ecologistas pretendem denunciar o que consideram falta de segurança da central, que entrou em funcionamento em 1984 e cuja autorização de exploração está pendente de um relatório do Conselho de Segurança Nuclear e de uma posterior decisão do Ministério de Indústria, Turismo e Comércio.

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