As sucessivas tentativas de conter o vazamento

As semanas se arrastavam e a BP continuava a falhar repetitivamente em todas as operações que tentavam acabar com o desastre

iG São Paulo |

Normalmente, vazamentos em poços de petróleo são bloqueados antes de causarem tragédias por equipamentos chamados blowout preventers. No poço da BP o blowout preventer pode não ter sido acionado a tempo de evitar a explosão e as tentativas de utilização de veículos submersíveis para ativá-lo também podem ter falhado.

Em maio, a empresa, construiu uma tampa de contenção de 90 toneladas, que poderia canalizar o petróleo para cima, por meio de uma tubulação. Porém a tampa ficou entupida de gelo. Outra tentativa com o mesmo método fracassou.

Um mês depois da explosão, no dia 17 de maio, funcionários da BP anunciaram ter conseguido desviar mais de mil barris por dia, ao inserir outra tubulação no vazamento. Pela primeira vez relatam sucesso em uma operação, ainda que parcial.

Em 26 de maio, os engenheiros iniciaram uma técnica chamada de “top kill' que bombeou cimento a 1,5 mil metros de profundidade após injetar uma carga de fluidos pesados.

A técnica de bombear cimento não funcionou e o petróleo continuou a vazar. A empresa, então retornou a utilizar as tampas de contenção. Desta vez, adaptadas para evitar congelamento. Nenhuma delas obteve sucesso.

Pausa forçada
O Furacão Alex chega ao Golfo do México e faz com que o petróleo se espalhe ainda mais pela região.

No dia 4 de julho, BP instalou mais um funil de contenção. O resultado não foi satisfatório, o petróleo continuava a vazar. No dia 14, um novo funil foi instalado. Robôs submarinos operam a cerca de 1.500 metros de profundidade para retirar o antigo funil do ponto do vazamento, e instalar o novo, de 75 toneladas. O processo dura uma semana.

O antigo funil recuperava 25 mil barris de petróleo em média por dia, dos 35 a 60 mil que escapam do poço da plataforma. O novo sistema também pode ser conectado e desconectado, para o caso de furacão.

Até então, todas as medidas adotadas para resolver o problema eram temporárias. A BP informou que os poços paralelos que estavam sendo perfurados para deter definitivamente o vazamento poderão entrar em funcionamento no final de julho, apesar de o período mais provável ser meados de agosto.

No dia 15, pela primeira vez desde o desastre, o petróleo parou de vazar. Mais ainda havia uma preocupação, que a pressão danificasse os dutos.

No dia 19, os EUA exigiram um plano de urgência à companhia: acredita-se que a tampa de que conteve o derramamento estivesse causando infiltração. A falta de pressão nos dutos levou à desconfiança de que o poço tenha causado infiltrações no solo marinho. Um dia depois, a BP estuda a possibilidade de injetar lama pesada na boca do poço em nova tentativa de cessar o vazamento.

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