Aquecimento global pode destruir lagartos

Estudo internacional mostra que 20% da população de lagartos do planeta pode ser destruída até 2080

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O desaparecimento dos animais pode afetar a cadeia alimentar
O aquecimento global poderá provocar a extinção de 20% da população de lagartos do planeta até 2080, segundo uma pesquisa internacional divulgada nesta quinta-feira.

O desaparecimento de grande parte destes animais provavelmente teria repercussões notáveis sobre a cadeia alimentar e o ecossistema, ressaltaram os cientistas.

Os lagartos são presas importantes para diversas aves, serpentes e outras espécies, e são também são predadores de insetos, explicaram os autores do estudo, divulgado na revista americana Science de 14 de maio.

Este trabalho realizado por Barry Sinervo, professor de Ecologia e biólogo da Universidade da Califórnia, em Santa Cruz (oeste), se baseou em uma ampla investigação sobre as populações de lagartos no mundo e sobre os efeitos do aumento da temperatura terrestre desde 1975 sobre estes.

Com base nestas observações, elaboraram um modelo que permite prever o risco de extinção, explicou.

Este modelo permitiu prever com exatidão zonas específicas nas Américas do Norte e do Sul, na Europa, na África e na Austrália onde populações de 34 famílias diferentes de lagartos, estudadas anteriormente, tinham efetivamente sido extintas.

Com base nessas probabilidades, o risco de que essas espécies desapareçam foi estimado em 6% para 2050 e 20% para 2080.

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Os lagartos são presas importantes para diferentes espécies, além de serem grandes predadores de insetos

Já que a extinção destas populações está diretamente relacionada ao aquecimento global, limitar as emissões de dióxido de carbono é essencial para impedir o desaparecimento destas espécies no futuro.

"Trabalhamos muito para validar este modelo computadorizado que mostra bem que as extinções de lagartos ocorrem devido ao aquecimento e não pelas perdas de habitats", indicou Barry Sinervo.

O desaparecimento de lagartos foi constatado primeiro na França, seguida do México, onde 12% das populações locais entraram em extinção.

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