ANP determina fechamento de poço da Chevron em produção

Empresa não comunicou que havia vazamento de enxofre em um poço do sistema de produção

iG São Paulo |

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Chevron foi autuada três vezes pela ANP
A Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) determinou o fechamento de um dos dez poços de produção da Chevron no campo de Frade, disse nesta quinta-feira (1) a diretora da instituição Magda Chambriard. A ANP flagrou a Chevron produzindo clandestinamente gás sulfídrico (H2S) em um dos 11 poços que explora no Campo de Frade, na Bacia de Campos, litoral norte do Estado do Rio.

A revelação foi feita hoje pela diretora da ANP, Magda Chambriard. Ela disse que um processo foi aberto contra a empresa e está em fase de apresentação da defesa. No entanto, ela afirmou que a petroleira americana deveria ter comunicado à ANP a produção dessa substância, que ela definiu como "veneno para o trabalhador". "O procedimento normal é não ter o H2S escondido da ANP", afirmou.

Segundo ela, a decisão ocorreu pelo fato de a companhia norte-americana não comunicar à ANP a ocorrência de enxofre em um poço do sistema de produção. Por não ter feito a comunicação, a ANP autuou a Chevron.

A irregularidade não tem relação com o vazamento registrado no campo de Frade, na bacia de Campos, no início do mês.

Essa é a terceira vez que a Chevron é autuada pela ANP . Anteriormente, a agência havia decidido aplicar contra a companhia duas multas, no valor de até 50 milhões de reais cada uma.

As autuações anteriores referiram-se à suposta falta de equipamentos exigidos na execução do plano de abandono do poço, após o vazamento, e também referentes problemas nas informações prestadas pela empresa em relação ao óleo que vazou.

No último dia 23, a Chevron teve suspensas as suas atividades de exploração no Brasil pela ANP.

O assessor da diretoria da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Silvio Jablonski, disse no Senado, que a agência não cogitou revogar a licença de exploração da petroleira Chevron Brasil após o derramamento de óleo no Campo de Frade, na Bacia de Campos (RJ).

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"Nunca se pensou em se cassar o registro da operadora no Brasil. Isso não foi pensado", afirmou. Jablonski ressaltou que essa medida configuraria quebra de contrato e que daria inicio a um processo de exclusão da empresa do cenário brasileiro.

O acidente foi identificado no dia 7 de novembro e causou o vazamento de 2,4 mil barris de óleo na região. A Chevron foi multada em R$ 50 milhões pelo derramamento e pode ter que pagar mais R$ 60 milhões caso seja identificado que o plano de contingência não foi seguido e por dano ambiental.

(Com informações da Agência Estado, Reuters e do Valor)

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