América Latina e Caribe definirão posturas comuns para Rio+20

Ministros e delegados de 32 países vão se reunir esta semana no Equador para buscar uma "voz comum" na conferência de junho

EFE |

Tendo o combate à desigualdade e a pobreza como bandeira, ministros e delegados de 32 países da América Latina e do Caribe definirão nesta semana, em Quito, posições comuns para a Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável Rio+20 , que será realizada no Rio de Janeiro em junho.

Foi o que anunciou nesta segunda-feira (30) a ministra coordenadora de Patrimônio do Equador, María Fernanda Espinosa, para quem a reunião prévia buscará uma "voz comum" em temas como o fortalecimento da boa governança em matéria de desenvolvimento sustentável na região.

"A ideia é ter compromissos que nos vinculem, nos obriguem, ter uma visão regional porque compartilhamos muitos dos problemas", disse a ministra, ao considerar que a região também tem "ideias inovadoras" para ajudar o meio ambiente.

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O encontro em Quito, do qual participarão delegados de 32 nações, consistirá em reuniões de especialistas na terça e na quarta-feira, seguidas por encontros entre cerca de 20 ministros na quinta e na sexta-feira, explicou Espinosa.

A ministra classificou o evento como "complicado, mas interessante" e expressou sua esperança de que na sexta-feira, no encerramento do encontro, se consiga uma declaração final da primeira reunião regional para a Rio+20.

"A ideia é construir esses denominadores, esse discurso comum", declarou Espinosa, que reconheceu, no entanto, haver temas em que não há acordo interno entre as nações latino-americanas.

A Cúpula de Desenvolvimento Sustentável do Rio de Janeiro, que ocorrerá de 20 a 22 de junho duas décadas depois da Eco-92 - também realizada no Rio -, prevê a participação dos chefes de Estado ou de governo da maior parte dos países-membros da ONU, assim como ministros de Economia e Desenvolvimento.

Além disso, também haverá vários participantes ligados à indústria, negócios, agricultura e ao meio acadêmico, assim como representantes indígenas, prefeitos, ONGs e sindicatos.

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