Allen demonstra confiança em fim de vazamento no Golfo do México

O almirante da guarda costeira americana disse acreditar no sucesso desta última operação para acabar com o problema no poço da BP

EFE |

O almirante da reserva Thad Allen, responsável pela resposta do Governo americano ao vazamento de petróleo no Golfo do México, disse hoje que está "muito confiante" quanto ao sucesso da última operação da BP para acabar com o problema.

"A longa batalha para deter o vazamento e conter o petróleo está finalmente chegando ao fim. E estamos muito contentes com isso", declarou o presidente Barack Obama nesta quarta-feira.

O procedimento "static kill", que busca um ponto final para as tarefas de contenção da mancha de óleo existente há mais de 100 dias nas águas do Golfo, alcançou "o objetivo desejado", informou a BP na primeira hora de quarta-feira.

Acompanhe a evolução do vazamento no Golfo do México no infográfico do iG

"A pressão do poço está agora controlada pela pressão hidrostática do barro injetado, o que constitui o objetivo da operação", declarou o grupo britânico em um comunicado.

Em torno de 4,9 milhões de barris de petróleo, ou seja, 780 milhões de litros, vazaram do poço danificado depois da explosão de 20 de abril que matou onze operários da BP na plataforma Deepwater Horizon, e provocou seu afundamento dois dias depois, em frente à costa de Louisiana.

O dano na estrutura petroleira deu origem à pior catástrofe ambiental da história dos Estados Unidos, com consequências diretas nos ecossistemas e na economia local de cinco estados do sul dos Estados Unidos: Alabama, Flórida, Louisiana, Mississippi e Texas.

No entanto, seus residentes receberam uma boa notícia na quarta-feira, com o anúncio do governo federal de que cerca de 75% do petróleo derramado no Golfo do México conseguiu ser eliminado de suas águas, por evaporação, dispersão, queima ou coletado pelos barcos.

Especial: o futuro ambiental do Golfo do México

"Os técnicos nos dizem que cerca de 25% (do petróleo) não foi recuperado", declarou à emissora ABC Carol Browner, encarregada de assuntos energéticos e ambientais na Casa Branca.

"É uma avaliação inicial de nossos técnicos no governo e fora do governo. Acreditamos que é importante fazer isso chegar ao público. É isso o que faremos hoje", afirmou. Browner explicou que o relatório, que será divulgado mais tarde, é "alentador", mas que são necessários mais trabalhos de limpeza.

"A Mãe Natureza continuará decompondo (o petróleo)", disse a assessora presidencial. "Mas algo ainda pode chegar à costa (...) e será limpado. Pode ser limpado. E nós asseguramos que seja", enfatizou.

Por outro lado, a catástrofe custará milhões de dólares para a BP, ao qual se soma o desprestígio causado pelas tentativas falhas de frear o derramamento e os erros de comunicação de seu presidente, Tony Hayward, que anunciou sua demissão para outubro.

Em seu comunicado, a BP afirmou estar em condições de injetar mais barro no poço para empurrar o petróleo ainda mais para sua fonte rochosa. "Agora, o poço está sendo supervisionado" para saber "se é necessário injetar mais barro", completou.

Mas as coisas podem complicar-se se forem detectadas fugas e, nesse caso, a operação de selagem com cimento teria de ser adiada até que a construção do poço auxiliar fosse concluída.

Aconteça o que acontecer, a BP continuará perfurando para criar este segundo poço que permitirá selar a parte inferior do poço atual, com o qual este último ficaria definitivamente selado.

Caso seja considerado culpado por negligência, o grupo poderá ter de pagar até 17,6 bilhões de dólares de multa. Também está previsto um fundo de 20 bilhões de dólares para indenizar pessoas físicas ou empresas afetadas.

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