Agência Nacional de Águas questiona relevância do tema na Rio+20

Vicente Andreu pediu, em solenidade do Dia Mundial da Água, a criação de um novo organismo mundial para o tema

EFE |

O diretor da Agência Nacional de Águas do Brasil (ANA), Vicente Andreu, questionou nesta quinta-feira a pouca relevância que o tema "água" terá na Rio+20 e pediu a criação de um organismo mundial que impulsione uma melhor distribuição de água entre os países.

Em declarações à imprensa, todas referente ao Dia Mundial de Água, Andreu alegou que a abordagem deste recurso vital na minuta do documento que será discutido na cúpula Rio+20 é "patética" e "não tem nada de ousadia".
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A Rio+20, intitulada de Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, será realizado no próximo mês de junho, no Rio de Janeiro. O diretor da ANA também defendeu a criação de um organismo mundial para melhorar a distribuição de água entre os países para evitar alguns dos problemas já mencionados pela Nações Unidas, como a escassez e o desperdício.

Andreu, que compareceu à 6ª edição do

Fórum Mundial da Água

- realizada em Marselha (França), na última semana -, assegurou que todos os participantes do encontro chegaram ao consenso que este assunto sofre de uma espécie de "abandono" dentro da ONU.

"O que é necessário concordar na Rio+20 é a criação de um Conselho de Desenvolvimento Sustentável e o fortalecimento do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA). Dentro dessas instituições, apareceria um braço responsável somente pelo fator água", explicou Andreu.

O Dia Mundial de Água foi recordado nesta quinta-feira com diversos atos pelo país, com destaque para a exibição de uma

escultura de gelo em forma de diamante

feita com 2,2 mil litros de água.

A obra, exposta em uma estação do metrô da capital paulista, poderá ser vista pelo público até o próximo domingo. Segundo a Companhia de Saneamento do Estado de São Paulo, os 60 blocos de gelo que formam a escultura serão reutilizados.

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