Medida seria para combater a caça que só neste ano matou 279 animais

Rinoceronte atravessa estrada no Parque Nacional Kruger, na África do Sul
Getty Images
Rinoceronte atravessa estrada no Parque Nacional Kruger, na África do Sul
A África do Sul está estudando a possibilidade de tirar os chifres dos rinocerontes do país como medida para combater a caça furtiva, que já matou 279 destes mamíferos neste ano.

Em declarações recolhidas pela edição online do jornal sul-africano "Times Live", a ministra do Meio Ambiente da África do Sul, Edna Molewa, informou que o Governo consultará veterinários e especialistas antes de tomar qualquer decisão a respeito, "caso a medida provoque uma mudança de conduta nos animais".

A ministra anunciou ainda que o Executivo, chefiado por Jacob Zuma, também considera estabelecer uma moratória para as licenças de caça de rinocerontes, que passaram de 129 em 2010 a 143 em 2011, para preservar a população de rinocerontes do país.

"As autoridades de conservação das províncias - afirmou Molewa - emitem permissões para a caça esportiva, mas o desafio é conter o abuso que indivíduos sem escrúpulos cometem. Esta situação e a caça furtiva poderiam ameaçar a sobrevivência dos rinocerontes em seu entorno no futuro".

No entanto, a responsável do Meio Ambiente sul-africano afirmou que esta moratória - que não será aprovada neste ano - poderia afetar o turismo de caça esportiva no país.

Segundo números oficiais, 2.200 rinocerontes negros e 18.800 brancos vivem na África do Sul.

O rinoceronte é uma espécie singular africana que está ameaçada pelo grande valor que seu chifre possui no mercado negro, já que é usado no Oriente Médio para fabricar cabos de adagas e na medicina tradicional em grande parte da Ásia.

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