Acionista da BP processa executivos por vazamento

A ação pede mudanças nos líderes da empresa e uma indenização

iG São Paulo, com agências internacionais |

Uma acionista da BP entrou com um processo contra os altos executivos da empresa por causa do vazamento de petróleo no Golfo do México. Arquivado na corte federal de Nova Orleans na última sexta-feira (07) movido por Katherine Firpo, acusa o diretor-executivo Anthony B. Hayward e outros executivos da empresa de ignorar questões de segurança na plataforma Deepwater Horizon.

Além disso, Katherine Firpo acusa os executivos de cortar custos em detrimento da segurança, enquanto era feito lobby com autoridades do governo para diminuir a regulamentação da segurança. A ação diz que o acidente irá custar dezenas de bilhões de dólares à BP.

AP
Estima-se que 13,2 milhões de litros de óleo tenham sido derramados no mar
A ação judicial, apresentada por uma das acionistas da empresa, pede mudanças na governança corporativa da empresa e uma ordem para que os executivos paguem uma indenização. A BP não comentou o processo.

De acordo com a ação de Firpo, questões de segurança foram ignorados mesmo após um processo similar apresentado em 2006, resolvido no tribunal. "Os réus da BP tem um longo histórico de ignorar questões de segurança relacionados com a operação de plataformas, como a Deepwater Horizon", diz o processo.

Esta ação faz parte da enxurrada de processos que estão sendo abertos contra a BP por funcionários, suas famílias, pescadores e proprietários da empresa, que alegam danos econômicos.

Outras três empresas são citadas no processo, como responsáveis pela catástrofe: a Transocean Ltd., proprietária do equipamento, a Cameron International Corp., que fabrica o equipamento de prevenção, e a Halliburton Energy Services Inc., que tentou tampar o poço com cimento, antes da explosão da plataforma.

A porta-voz da Haliburton, Teresa Wong, disse que é "prematuro e irresponsável especular sobre tais questões" e recusou fazer mais comentários. Porta-vozes das outras duas empresas não fizeram comentários.

Cúpula falha
A "cúpula" que havia sido instalada para conter o vazamento de petróleo no combate à maré negra que se espalhou pelo Golfo do México teve que ser retirada no último sábado devido à formação de cristais semelhantes aos de gelo, jogando um balde de água fria nas esperanças dos moradores da região.

"Levaremos provavelmente os dois próximos dias para encontrar soluções para este problema", indicou, durante uma entrevista à imprensa, Doug Suttles, diretor de exploração da companhia de petróleo britânica BP.

As dificuldades surgiram quando a "cúpula" foi instalada. Um grande volume de hidrato de gás se formou no interior, obrigando as equipes a retirá-la. Esses cristais se formam devido à combinação de gás com a água a certas pressões e temperaturas, explicou Suttles.

O fracasso da instalação da cúpula submarina representa um forte golpe para as populações que vivem no litoral do golfo do México, do Texas à Flórida, que, apesar de tudo o que ocorreu nos últimos dias, receberam uma boa notícia: as condições meteorológicas são favoráveis e deverão manter a maior parte da camada de petróleo longe do litoral nos próximos dias.

Mas a maré negra já atingiu ilhas desabitadas da Louisiana e o governador do Estado, Bobby Jindal, ressaltou que "será muito mais difícil limpar esse petróleo quando chegar às áreas pantanosas".

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