Acadêmicos e políticos pedem para que Rio+20 dê mais peso à mudança climática

Reunião em Recife serviu como preparação de fórum climático que se antecederá à conferência

EFE |

Um grupo de acadêmicos, intelectuais e políticos pediu nesta sexta-feira para que a Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável Rio+20 , que acontecerá no Rio de Janeiro em junho, não relegue a questão da mudança climática ao segundo plano.

O presidente da subcomissão da Rio+20 do Congresso, o deputado Alfredo Sirkis, afirmou em reunião preparatória que essa conferência não discutirá o clima como deveria. "Como se pode falar em economia verde e de práticas de boa governança sem discutir energias limpas?", disse Sirkis no ato de abertura desta reunião, que se estenderá até domingo em Recife e que serve de preparação para o fórum "Desafio Climático do Rio".

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Os dois principais objetivos da Rio+20 serão debater o conceito de economia verde como um fator do desenvolvimento sustentável e estudar uma reforma dos organismos da ONU que abordam esta temática.

O fórum, denominado em inglês como "The Rio Climate Challenge", será realizado no Rio entre 14 e 17 de junho e será um dos principais eventos paralelos à Rio+20, para a qual pretendem colaborar apresentando uma série de recomendações sobre a mudança climática.

O "Desafio Climático" terá como objetivo realizar uma "simulação realista e factível" de uma negociação internacional de um acordo de redução de emissões de gases causadores do efeito estufa. Os analistas, cientistas e políticos que integram o "Desafio Climático" criarão vários cenários "com dimensões realistas" onde poderiam "evitar mudanças catastróficas" no meio ambiente, segundo Sirkis.

Os resultados da simulação serão apresentados aos chefes de Estado e de Governo que estarão presente na Rio+20, entre os dias 20 e 22 de junho. A ideia da negociação simulada é inspirada na iniciativa de Genebra, um plano informal de paz proposto em 2003 para o conflito palestino-israelense que nunca foi adotado.

O ex-primeiro-ministro de Israel, Yossi Beilin, um dos responsáveis do acordo de Genebra, disse hoje em Recife que a mudança climática e o conflito no Oriente Médio "compartilham de um importante denominador comum", que ambos "tentam lutar contra o status quo". Baseando-se no fracasso dessa experiência, Beilin alertou que "o mais difícil" é convencer as autoridades a enfrentar o problema uma vez que sabem o preço que devem pagar para solucioná-lo.

O "Desafio Climático do Rio" também apresentará recomendações à próxima Cúpula das Nações Unidas Sobre Mudança Climática (COP18), que será realizada em dezembro em Doha, no Catar. O fórum pretende se estabelecer como um laboratório de ideias permanente, que trabalhará na geração de propostas para solucionar a mudança climática.

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