Registros indicam que a espécie Chlamydoselachus anguineus existe há mais de 80 milhões de anos, porém, os detalhes do animal ainda são um mistério

O tubarão é um Chlamydoselachus anguineus
Reprodução/IPMA
O tubarão é um Chlamydoselachus anguineus

Pesquisadores encontraram um tubarão “pré-histórico” muito peculiar no mês de agosto. De acordo com nota do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), que o capturou por acidente, trata-se de um animal da espécie Chlamydoselachus anguineus , uma das mais antigas do planeta.

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O tubarão  foi fisgado a mais de 700 metros de profundidade na região do Algarve, em Portugal. Com cerca de um metro e meio de comprimento e mais de 300 dentes, foi a sua aparência ‘monstruosa’ que chamou a atenção de todos.

O peixe, considerado um verdadeiro “fóssil vivo”, possui uma anatomia muito diferente. Segundo o IPMA, que só divulgou a captura nesta segunda-feira (6), seu corpo é esguio e longo, possuindo uma cabeça que lembra a aparência de uma cobra.

“Nenhum de nós [pesquisadores] já tinha visto esta espécie , e muitos de nós estão há anos trabalho a bordo, portanto, percebemos que era uma espécie que não era comum" a professora Margarida Castro, da Universidade do Algarve, contou ao canal Sic Notícias.

A especialista ainda explicou que o nome do animal deriva da sua dentição. Muito particular, ela o permite apanhar lulas, peixes e outros tubarões em uma só investida. Além disso, de acordo com a  BBC,  o primeiro cientista a estudar esta espécie, Samuel Garman imaginava que os movimentos do peixe inspiraram as histórias de serpentes marinhas contadas pelos marinheiros.

Um mistério para a ciência

Com registros que mostram sua existência há pelo menos 80 milhões de anos, este animal pertence a uma família cujas outras espécies já foram extintas e, segundo Castro, só são acessíveis por meio de fósseis.

Além disso, avistar um dos tubarões-cobra é extremamente raro. Presentes ao longo de todo o Atlântico, desde a costa norueguesa até o Índico, eles também vivem nas águas do Japão, Austrália e Nova Zelândia. Porém, sua vasta distribuição geográfica não é o suficiente para conseguir encontrá-los, já que eles nadam em regiões de muita profundidade.

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A última vez que um tubarão da espécie havia sido visto antes do caso de Algarve, foi na costa japonesa. Uma fêmea de aproximadamente um metro e meio de comprimento foi capturada e levada a um aquário, onde faleceu após alguns dias.

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