ONG alerta para diminuição acelerada dos recursos dos oceanos

Por Agência Brasil |

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WWF (Fundo Mundial para a Natureza) adverte para o perigo de os sistemas naturais essenciais deixarem de funcionar um dia

Agência Brasil

O Fundo Mundial para a Natureza (WWF) alertou nesta quinta-feira (23) para a diminuição acelerada dos recursos dos oceanos, cujos ativos estão avaliados em US$ 24 bilhões e à altura das dez melhores economias do mundo.

No relatório Revitalizar a Economia dos Oceanos: Argumentos para a ação em 2015, a organização não governamental de defesa da natureza faz uma análise dos recursos dos oceanos, comparando-os aos das dez maiores economias do mundo. O documento alerta para o perigo de os sistemas naturais essenciais simplesmente deixarem de funcionar um dia.

Animais misteriosos que habitam o fundo dos oceanos - como o peixe acima, das profundezas do Pacífico -, são o tema de uma série de imagens do fotógrafo Jason Bradley. Foto: Jason Bradley/CatersAlgumas criaturas foram fotografadas já mortas, em aquários. Outras foram feitas em seu habitat natural. Acima, um peixe-víbora. Foto: Jason Bradley/CatersA ideia surgiu de uma foto tirada por sua mulher, retratando camarões krill preservados para pesquisa dentro de um jarro. Foto: Jason Bradley/CatersO resultado são fotos impressionantes de lagostas, enguias, tubarões e outros peixes raros. Foto: Jason Bradley/CatersBradley se diz "fascinado pelas texturas, padrões, tons e formas" de algumas espécies
. Foto: Jason Bradley/CatersPara Bradley, as profundezas dos oceanos ainda são muito pouco explorados pela ciência: "Imagine quantos outros animais vivem lá", afirma. "Se existe uma última fronteira. Foto: Jason Bradley/CatersAcima, um pequeno tubarão da família Triakidae, que alcança 1,5 metro e cerca de 13 kg
. Foto: Jason Bradley/CatersAqui, a curiosa aparência de uma arraia. Bradley admite que, enquanto produzia as fotos, imaginava a estranheza que algumas poderiam causar
. Foto: Jason Bradley/Caters"Os meus pensamentos enquanto fotografava eram: 'O que diabos estou fazendo tirando fotos dessas coisas estranhas?", lembra Bradley. "Ninguém vai entender."
. Foto: Jason Bradley/Caters"A medida que as imagens ficavam claras, eu me senti empolgado e inspirado", conclui o fotógrafo. Foto: Jason Bradley/Caters

"O valor dos oceanos está à altura das riquezas dos países mais ricos do mundo, mas está naufragando às profundezas de uma economia fracassada”, disse o diretor-geral do WWF, Marco Lambertini. “Como acionistas responsáveis, não podemos manter essa forma imprudente de agir, continuar a extrair bens valiosos dos oceanos sem investir no seu futuro”, acrescentou.

Produzido pelo Global Change Institute, da universidade australiana de Queensland, em parceria com a empresa norte-americana Boston Consulting Group, o relatório faz uma avaliação centrada dos ativos dos oceanos, com ênfase para os bens e serviços, incluindo a pesca  e a proteção costeira contra tempestades.

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O documento também descreve o que o WWF considera um “ataque implacável aos recursos do oceano por meio da sobre-exploração, do uso indevido e das alterações climáticas”. “O valor dos ativos dos oceanos é estimado em pelo menos US$ 24 bilhões. Em um exercício de comparação com as dez maiores economias do mundo, eles ocupariam o sétimo lugar, com um valor anual de bens e serviços de US$ 2,5 bilhões. O desmatamento de zonas úmidas e desaparecimento dos corais e ervas marinhas ameaçam esse motor econômico marinho, que protege vidas e meios de subsistência por todo o mundo”, acrescentou o estudo do WWF.

Uma pesquisa apresentada no relatório demonstra que “os oceanos estão mudando mais rapidamente do que em qualquer outro momento em milhões de anos”. De acordo com o resultado, o crescimento da população humana e a dependência do mar obrigam as autoridades a pensar com urgência na recuperação da economia do mar e dos seus principais ativos.

O principal autor do estudo, Ove Hoegh-Guldberg, alertou para o impacto da pesca excessiva e poluição dos mares. "Os oceanos correm um risco maior, porque estamos extraindo muitos peixes e despejando muitos poluentes.”

Diretor do Instituto de Mudança Global da Universidade de Queensland, na Austrália, Ove Hoegh-Guldberg destacou que “o aquecimento e acidificação dos oceanos atingiram um estágio em que os sistemas naturais essenciais um dia deverão parar de funcionar".

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