Em Lima, negociações sobre mudanças climáticas entram em etapa decisiva

Por Agência Brasil |

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Um ponto de difícil acordo é a forma de medir o cumprimento de cada país na redução das emissões de gases de efeito estufa

Agência Brasil

As negociações da Conferência das Nações Unidas sobre o Clima (COP 20) entram em uma etapa decisiva nesta terça (9) com a instalação do diálogo de alto nível que reunirá o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e ministros de vários países.

Delegações de 195 países que participam da COP 20 devem chegar a um consenso até sexta-feira (12) sobre diversos pontos que, dentro de um ano, serão levados à Conferência do Clima em Paris (COP 21) – na qual se espera chegar a um acordo multilateral para enfrentar o aquecimento global.

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“Nos próximos dias teremos que redobrar nossos esforços para atender às preocupações de cada um. Esse tem de ser um processo de escuta e não de lições a dar”, disse ontem o comissário europeu do Ambiente, Miguel Arias Cañete.

Os debates tiveram início no dia 1º de dezembro. Os países se mostram divididos sobre alguns dos temas fundamentais, entre eles, os fundos de financiamento para adaptação e mitigação da mudança do clima – que devem iniciar as operações até junho de 2015.

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Outro ponto de difícil acordo é a forma com que se medirá o cumprimento de cada país com relação à redução das emissões de gases de efeito estufa. A meta é limitar o aquecimento global a 2 graus Celsius (ºC) até o fim do século.

No atual nível de emissão de gases, a estimativa é que haja um aumento das temperaturas entre 4ºC e 5ºC para 2100, uma perspectiva que ameaça causar problemas ligados à segurança alimentar e de acesso à água potável, assim como eventos climáticos extremos.

Outro tema de difícil negociação é a diferenciação, entre os países, de responsabilidades com relação ao aquecimento global.

Ainda que as nações industrializadas reconheçam sua responsabilidade no aumento das temperaturas do planeta, atualmente, alguns dos países emergentes figuram entre os principais emissores de gases de efeito estufa, como a China, em primeiro lugar, e a Índia, em quarto.

“Nesse assunto, o mundo de 2015 ou o de 2020 não é mais o de 1992”, destacou Arias Cañete, em referência à convenção da ONU sobre o clima em que houve a diferenciação de responsabilidades em duas categorias de países: os desenvolvidos e os em desenvolvimento.

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