Bruxelas considera vital cooperação com América Latina para acordo climático

Por Agência Brasil | - Atualizada às

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Ex-ministro espanhol defende 'grande coligação' por acordo climático que substitua, a partir de 2020, Protocolo de Quioto

Agência Brasil

O comissário europeu do Meio Ambiente e Energia, Miguel Arias Cañete, considera que a cooperação entre a Europa e a América Latina será fundamental para alcançar, no próximo ano, um acordo global a fim de reduzir o aquecimento do planeta.

ONGs: Conferência do clima está longe de acordo

Reuters
Comissário para Assuntos Financeiros da Comissão Europeia Pierre Moscovici, chefe do Tesouro francês Bruno Bézard e ministro das Finanças Michel Sapin em Bruxelas

O ex-ministro espanhol defende uma “grande coligação” para conseguir um acordo climático “bom para o planeta” que substitua, a partir de 2020, o Protocolo de Quioto, segundo artigo que será publicado nesta segunda-feira (8) na revista da Fundação União Europeia-América Latina.

“É esse tipo de cooperação que será vital se queremos atingir um acordo legalmente vinculado na cúpula do clima de Paris [que vai ocorrer no fim do próximo ano], que envolva todas as nações e mantenha o aquecimento global abaixo dos 2 graus [centígrados]”, disse Cañete.

A cooperação entre os blocos econômicos deve, no seu entendimento, assegurar que, na cúpula climática que está sendo realizada em Lima, no Peru, sejam definidos os “elementos-chave” do acordo que se pretende firmar em 2015, em Paris.

Adicionalmente, a União Europeia e a América Latina devem exercer a sua liderança em matéria ambiental, anunciando os compromissos de redução de gases de efeito estufa, destacou o comissário europeu, acrescentando que o programa Euroclima vai continuar a apoiar os países latino-americanos nos seus projetos de mitigação e adaptação às mudanças climáticas.

Ele se mostrou otimista com a possibilidade de chegar a um acordo no espaço de um ano, graças ao atual impulso das negociações e à progressiva conscientização ambiental.

Arias Cañete destacou os últimos compromissos europeus de redução de emissões e o acordo recentemente alcançado entre os Estados Unidos e a China sobre o tema.

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