Mundo tem ficado para trás nas metas de proteção à natureza, diz ONU

Por Reuters |

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'Tem havido aumento no esforço. Mas isso não será suficiente', segundo um executivo da Convenção de Diversidade Biológica

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Governos estão fracassando no cumprimento de metas para proteger animais e plantas sob um plano estabelecido para a biodiversidade até 2020, o qual também busca aumentar o abastecimento alimentar e desacelerar a mudança climática, mostrou um relatório da Organização das Nações Unidas nesta segunda-feira (6).

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Ilha Vaadhoo, Maldivas: as incríveis luzes da praia vêm da bioluminescência da luz emitida pelos fitoplâncton, micro-organismos aquáticos . Foto: Reprodução/YoutubeIlha Vaadhoo, Maldivas: fenômeno é semelhante ao dos vaga-lumes. Foto: Reprodução/YoutubeParque Nacional de Yellowstone, EUA: fundado em 1872, o local tem 890 mil hectares de fontes termais fumegantes, lagos cristalinos e cachoeiras. Foto: Wikimedia CommonsParque Nacional de Yellowstone, EUA: famoso por seus gêiseres e piscinas geotérmicas, o parque é um dos maiores da América. Foto: Reprodução/YoutubeCataratas do Iguaçu, Brasil: a formação do acidente geográfico das cataratas se iniciou há quase 200 mil anos. Parque recebe mais de 1,2 milhão de visitas por ano. Foto: Wikimedia CommonsCataratas do Iguaçu: em tupi-guarani, Iguaçu significa 'água grande'. Foto: Wikimedia CommonsCampos de tulipas, Holanda: o Keukenhof, ou 'jardim da cozinha', em tradução livre, fica em Lisse e é o maior do mundo. Foto: Wikimedia CommonsCampos de tulipas: o jardim cobre 79 hectares e milhões de bulbos de flores são plantados anualmente. Foto: Reprodução/YoutubeAurora boreal, Hemisfério Norte: as luzes deslumbrantes são formadas pelo choque de partículas de vento solar no perímetro magnético terrestre. Foto: Wikimedia CommonsAurora boreal: o fenômeno pode ser visto principalmente na Noruega, entre setembro e março, e nas Ilhas Svalbard, no Oceano Ártico. Foto: Wikimedia CommonsFlores de cerejeira, Coreia do Sul: em abril, a cidade de Changwon ganha charme especial com os cerca de 360 mil florescimentos. Foto: Wikimedia CommonsFlores de cerejeira, Coreia do Sul: a cidade celebra a beleza das árvores com o 'Cherry Blossom Festival' , que atrai mais de 1 milhão de turistas. Foto: Reprodução/YoutubeParque Nacional Katmai, EUA: lar de cerca de 2.200 ursos marrons, a reserva foi criada em 1918 para facilitar a preservação dos animais. Foto: Wikimedia CommonsParque Nacional Katmai, EUA: ao final de junho, o salmão vermelho nada contra a corrente e se torna presa fácil para os ursos. Foto: Reprodução/YoutubeMonte Yasur, Vanuatu: localizado na ilha de Tanna, o vulcão está em erupção quase continuamente desde ao menos o século 18. Foto: Reprodução/YoutubeMonte Yasur, Vanuatu: apesar das erupções frequentes, a ferocidade das explosões é bastante moderada. Foto: Reprodução/YoutubeMigração dos gnus, Tanzânia e Quênia: de abril a dezembro, gnus buscam pastos frescos e água para se alimentar e para o nascimento dos filhotes. Foto: Reprodução/YoutubeMigração dos gnus, Tanzânia e Quênia: além dos milhões de gnus, zebras e gazelas do norte também migram em busca de comida. Foto: Reprodução/YoutubeParque Nacional Glacier Bay, Alasca: há poderosas geleiras de até 4 mil anos, da Pequena Idade do Gelo. Foto: Wikimedia CommonsMigração das borboletas-monarca, México: no outono, milhões delas iniciam viagem de até 4 mil km do Canadá e EUA até o México. Foto: Reprodução/YoutubeMigração das borboletas-monarca, México: por causa do grande número de borboletas, a Sierra Madre abriga Reserva da Biosfera, santuário para elas. Foto: Reprodução/YoutubeTemplo Galtaji, Índia: erguido em uma passagem da montanha Jaipur, o templo possui tanques de fontes de água natural e várias tribos de macacos. Foto: Reprodução/YoutubeTemplo Galtaji, Índia: a maior parte dos macacos são da espécie langur, extremamente amigáveis. Foto: Reprodução/YoutubeGarças migratórias, EUA: cerca de 350 mil delas se reúnem no início da primavera, geralmente em março, às margens do rio Platte, Nebraska. Foto: Wikimedia CommonsPerseidas: anualmente, entre julho e o final de agosto, a Terra gira através de detritos espaciais, que causam o espetáculo no céu à noite. Foto: Reprodução/YoutubeTornado de barracudas, Malásia: um dos destinos preferidos dos mergulhadores, a área tem mais de 3 mil espécies de peixes e centenas de corais. Foto: Reprodução/Youtube

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Muitas espécies raras enfrentam um crescente risco de extinção, florestas estão sendo desmatadas por fazendeiros a uma taxa alarmante, e a poluição e a pesca excessiva continuam, apesar de um esforço da ONU, definido em acordo em 2010, para reverter as tendências prejudiciais para a natureza.

"Tem havido um aumento no esforço (pelos governos). Mas isso não será suficiente para se alcançar as metas", disse Bráulio de Souza dias, secretário-executivo da Convenção de Diversidade Biológica (CDB), à Reuters, citando o relatório de progresso sobre o tema.

No geral, o relatório da Previsão para a Biodiversidade Global, divulgado no começo de um encontro sobre o tema na Coreia do Sul, nesta segunda-feira, mostrou que apenas cinco das 53 metas estabelecidas para se preservar a natureza estavam dentro da meta ou à frente do itinerário. As outras 48 estavam para trás.

Os governos estão no caminho certo, por exemplo, em relação a uma meta que estabelece 17% da área terrestre mundial até 2020 como áreas protegidas para a vida marítima, tais como parques ou reservas.

Mas estavam para trás em metas como cortar pela metade a taxa de perda de habitats naturais, ou de prevenir extinções de espécies conhecidas ameaçadas.

"Apesar de histórias individuais de sucesso, o risco médio de extinção para pássaros, mamíferos e anfíbios ainda cresce", disse o relatório, acrescentando que a biodiversidade significa mais do que campanhas para salvar orangotangos, ursos polares ou sapos raros.

Pedindo que os governos redobrem os esforços, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse que o sucesso na preservação da vida no planeta ajudaria nas metas de "eliminar a pobreza, melhorar a saúde humana e fornecer energia, alimentos e água potável para todos".

Outros relatórios da ONU estimaram, por exemplo, que a polinização por insetos - amplamente feita por abelhas - vale cerca de 190 bilhões de dólares por ano ao assegurar a produção da alimentos.

O relatório de segunda-feira estimou que o mundo precisaria gastar entre 150 bilhões e 440 bilhões de dólares por ano para alcançar as metas de 2020.

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