Níveis de gás carbônico atingem marco histórico no hemisfério norte

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A marca chegou a 400 ppm; com esse aumento, ondas de calor, seca e aumento no nível do mar podem se intensificar no futuro

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Os níveis de dióxido de carbono por todo hemisfério norte atingiram em abril a marca de 400 partes por milhão (ppm) pela primeira vez na história da humanidade, chegando a um limiar ameaçador para as mudanças climáticas, disse nesta segunda-feira (26) a Organização Meteorológica Mundial (OMM).

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O nível atmosférico de 400 ppm, 40% a mais desde o início da ampla utilização de combustíveis fósseis durante a Revolução Industrial, tem se espalhado rapidamente para o sul. O patamar foi registrado pela primeira vez em 2012 no Ártico e desde então tem se tornado a norma na primavera do Ártico.

A OMM prevê que a concentração média anual de dióxido de carbono no mundo fique acima de 400 ppm em 2015 ou 2016. Elevadas concentrações do gás retentor de calor podem intensificar o risco de ondas de calor, secas e aumento do nível do mar.

"O tempo está acabando", disse o secretário-geral da OMM, Michel Jarraud, em comunicado. "Isso deveria servir como mais um alerta sobre o constante aumento do nível dos gases do efeito estufa, que provocam as mudanças climáticas. Se quisermos preservar nosso planeta para futuras gerações, precisamos agir com urgência para conter novas emissões desses gases retentores de calor."

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Quase 200 governos concordaram em trabalhar por um acordo até o fim de 2015 com o objetivo de desacelerar as mudanças climáticas. As negociações são uma parte do processo para limitar o aumento médio da temperatura em dois graus Celsius acima de níveis pré-industriais. As temperaturas já subiram cerca de 0,8 graus Celsius.

Em abril, um painel da ONU com especialistas climáticos disse que as concentrações de gases do efeito estufa, sobretudo dióxido de carbono, teriam que ser mantidas abaixo de 450 ppm para que se consiga o cumprimento da meta de 2C.

Os níveis atmosféricos de dióxido de caborno são sazonais, já que as plantas absorvem mais gás carbônico durante o verão, causando um pico na primavera. Esse ciclo é mais definido no hemisfério norte, que possui mais fontes de emissão do gás relacionadas a atividades humanas.

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