Fukushima começa a jogar água com baixa radioatividade no mar

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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A primeira descarga foi de 560 mil litros, diz empresa; a medida demorou meses para ser aprovada pelos pescadores japoneses

A operadora da Central Nuclear de Fukushima, a Tokyo Eletric Powe (Tepco), começou hoje (21) a fazer descargas controladas para o mar de água com baixos índices de radioatividade, método que vai usar regularmente para reduzir a acumulação de líquido contaminado na fábrica. A primeira descarga foi cerca de 560 mil litros, informou a Tepco.

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AP
Fotografia divulgada pela Tepco mostra o momento em que a Usina de Fukushima é atingida pelo tsunami (arquivo)


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A empresa e o governo japonês publicaram o teor de radioatividade detectado em análises feitas por três laboratórios: da Tepco, da Agência Nuclear estatal e privado. Todos estavam abaixo do limite estabelecido pela empresa para descarregar a água, que é entre 60 e 90 vezes mais restrito do que o estipulado na lei do país. A empresa e o Executivo vão publicar os níveis regularmente enquanto durarem as operações.

Após meses de intensa negociação, as associações de pescadores de Fukushima acabaram por aceitar a decisão, desde que os níveis de contaminação estejam abaixo dos limites estabelecidos.

Acidente

O acidente de Fukushima, o mais grave desde a catástrofe de Chernobyl (Ucrânia) em 1986, aconteceu após um terremoto de 9 graus de magnitude na região de Tohoku (nordeste), que desencadeou um tsunami em todo o litoral em 11 de março de 2011 .

Uma onda de quase 15 metros de altura arrasou as instalações da central nuclear Fukushima Daiichi, afetando os sistemas de resfriamento dos reatores e geradores de emergência situados no subsolo.

Apesar de reconhecer que a crise foi desatada pelo terremoto seguido do tsunami, o inquérito sobre o problema afirma que "o acidente em Fukushima não pode ser contemplado como um desastre natural. Foi um desastre produzido pelo homem que poderia ter sido previsto e prevenido".

"A Comissão encontrou ignorância e arrogância imperdoáveis para quaisquer pessoas ou organização que tratam de energia nuclear. Encontramos negligência de práticas globais e negligência com a segurança pública", disse o painel à época.

*Com Agência Brasil

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