Naufrágio aconteceu em 2002 e poluiu milhares de quilômetros do litoral com resíduos de combustível

Reuters

Um tribunal espanhol considerou nesta quarta-feira (13) que a tripulação de um navio e o governo não foram criminalmente culpados pelo naufrágio em 2002 do petroleiro Prestige, o pior desastre ambiental da história da Espanha.

Conheça a nova home do Último Segundo

Voluntária usa as mãos para limpar petróleo originário do navio Prestige, em Muxia, Espanha, em 2002
AP
Voluntária usa as mãos para limpar petróleo originário do navio Prestige, em Muxia, Espanha, em 2002

O afundamento na costa noroeste do país poluiu milhares de quilômetros de litoral, principalmente na Espanha, com resíduos pretos de combustível, e forçou a paralisação das mais produtivas zonas de pesca do país.

Depois de uma investigação judicial de 11 anos, a mais alta corte da região da Galícia determinou em seu veredicto e sentença que o desastre foi parcialmente provocado devido ao mau estado de manutenção do cargueiro de 26 anos.

Mais:  DNA de pessoas que limparam vazamento na Espanha foi alterado

Os três juízes disseram ser impossível estabelecer uma responsabilidade criminal e, portanto, o capitão Apostolos Mangouras, o engenheiro-chefe Nikolaos Argyropoulos e o ex-diretor da Marinha Mercante da Espanha José Luis López foram considerados inocentes da acusação de crime contra o meio ambiente. López era o único funcionário do governo entre os acusados no caso. Mangouras, de 78 anos, foi considerado culpado por um delito mais leve, de desobediência, e recebeu a pena de 9 meses de prisão, que foi suspensa.

Depois que uma tempestade danificou um dos tanques de combustível, o navio passou dias à deriva no mar, com 77 mil toneladas de combustível pesado a bordo. Autoridades espanholas, francesas e portuguesas recusaram permissão para atracar em seus portos.

Por fim, o petroleiro se partiu em dois e afundou a cerca de 250 milhas da costa, continuando a esparramar óleo na água. O capitão foi acusado de desobedecer as autoridades do governo, que queriam que o navio ficasse o mais longe possível da costa. A corte considerou que essa decisão governamental foi correta.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.