China diz que condição climática dificulta dispersão de poluição

Por Reuters |

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Metrópole de 11 milhões de habitantes parou quando o índice de poluição chegou a 50 vezes o limite da OMS

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A luta da China contra a poluição atmosférica, problema que praticamente paralisou uma cidade de 11 milhões de habitantes nesta semana, está sendo atrapalhada pelas condições climáticas adversas, disse uma autoridade ambiental nesta terça-feira.

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Mulher usa máscara enquanto pedala sua bicicleta em Pequim, na China

A qualidade do ar nas cidades chinesas é motivo de crescente preocupação para os líderes do país, já que esse problema leva as prósperas populações urbanas a se voltarem contra um modelo econômico que prioriza o crescimento acima de tudo - mesmo que isso destrua o ar, o solo e a água.

Nos últimos anos, o governo já anunciou vários planos para combater a poluição, mas aparentemente houve poucos progressos, especialmente no norte e nordeste.

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Harbin, uma fria metrópole no nordeste chinês, praticamente parou na segunda-feira quando o índice de poluição atmosférica chegou a cerca de 50 vezes o limite máximo tolerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

"Essa névoa severa, acima de tudo, é causada pelas condições climáticas", disse Fang Li, diretor-adjunto do departamento municipal de proteção ambiental de Pequim, a jornalistas. "No momento, as emissões poluentes totais superaram a capacidade ambiental", acrescentou, ao apresentar novas medidas da capital chinesa para lidar com a névoa poluente.

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Ele disse que no caso de Harbin a visibilidade ficou muito reduzida porque, coincidentemente, houve uma neblina forte no mesmo dia em que começou o uso da calefação invernal. "Se você equacionar poluição pesada com calefação de inverno, então o inverno inteiro seria assim. Não é possível", afirmou.

A calefação coletiva, acionada pelo governo numa data previamente marcada, atende a 65% da população de Harbin, segundo dados do ano passado citados pela imprensa estatal. Grande parte desse aquecimento vem da queima de carvão.

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Em Pequim, a calefação central geralmente começa em meados de novembro. A fumaça emitida pelas usinas de calefação e pelas fábricas, os ventos do deserto do Gobi e os escapamentos de milhões de veículos muitas vezes se combinam para que a cidade passe dias coberta por uma camada de névoa. Em janeiro deste ano, o índice de poluição na capital chegou a 45 vezes o nível tolerado.

Fang disse que neste inverno boreal a prefeitura interditará obras e fábricas e proibirá fogueiras e churrascos ao ar livre se houver previsão de três dias de poluição em níveis preocupantes. Em casos excepcionais, acrescentou ele, poderá haver suspensão de aulas e restrições à circulação de veículos.

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