Justiça russa mantém brasileira do Greenpeace presa até domingo

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Outros ativistas da ONG ambientalista vão permanecer detidos por dois meses durante investigação

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A Justiça da Rússia determinou nesta quinta-feira que a bióloga brasileira Ana Paula Maciel, que foi detida a bordo de um navio do Greenpeace no norte do país nesta semana, permaneça presa pelo menos até domingo.

Segundo a decisão do tribunal na cidade de Murmansk, um total de 11 ativistas da ONG ambiental terão que permanecer presos por até dois meses, enquanto avançam as investigações. Eles são acusados de pirataria.

Entenda:
Protesto ambiental em plataforma no Ártico termina com tiros e prisões
Rússia afirma que ativistas serão processados por pirataria

Greenpeace
A brasileira Ana Paula Maciel segue para audiência na corte de Murmansk

Outros quatro, incluindo a brasileira, tiveram a prisão confirmada só até o domingo.

Os ativistas foram conduzidos ao tribunal algemados e colocados dentro de jaulas de metal. Lá, ouviram a argumentação da promotoria, que alega que eles são culpados de “pirataria de grupo organizado”, de que eles poderiam tentar escapar se a prisão deles não fosse mantida.

Entre os ativistas cuja prisão foi decretada por dois meses está o capitão do navio, o americano Peter Willcox.

O tribunal pode ainda manter a prisão provisória de outros ativistas dos 30 ativistas de 18 países que estavam no navio Artic Sunrise.

Putin
A embarcação do Greenpeace foi interceptada pela guarda costeira russa no mar ao norte do país na última quinta-feira.

No dia anterior, em um protesto contra a exploração de petróleo no Ártico, dois ativistas subiram em uma plataforma operada pela empresa russa Gazprom na região.

Sob ordem das autoridades russas, a embarcação então atracou na baía de Kulonga, nos arredores de Murmansk.

Segundo o Greenpeace, os ativistas então foram levados em ônibus para a sede do Comitê Investigativo de Murmansk, e depois detidos em diferentes locais.

O Greenpeace criticou a intenção das autoridades russas de processar os ativistas sob a acusação de pirataria, chamando-a de "medida desesperada.

"Os ativistas escalaram a plataforma de petróleo da Gazprom apenas com cordas e faixas com mensagens, para uma ação completamente pacífica e segura contra uma exploração de altíssimo risco na região. O crime de pirataria não se aplica a protestos seguros e pacíficos", disse o advogado-geral do Greenpeace Internacional, Jasper Teulings, em nota publicada pela ONG.

Na quarta-feira, o presidente russo, Vladimir Putin, havia dito que “obviamente” os ativistas “não são piratas”, mas afirmou que eles violaram leis internacionais ao se aproximar perigosamente de uma plataforma de petróleo.

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