Rússia afirma que ativistas do Greenpeace serão processados por pirataria

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Grupo protestava contra plataforma russa de exploração de petróleo no Ártico

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Ambientalistas que protestaram na semana passada em uma plataforma de petróleo russa na região do Ártico serão processados e podem ser acusados de pirataria, crime cuja pena vai a até 15 anos de prisão, disseram investigadores russos nesta terça-feira (24).

Greenpeace
Tripulação do Arctic Sunrise momentos antes de o navio chegar em Murmansk

As autoridades russas disseram que o "ataque", no qual ativistas do Greenpeace tentaram entrar na plataforma Prirazlomnaya, a primeira plataforma russa de exploração de petróleo no Ártico, violou a soberania da Rússia.

"Quando um navio estrangeiro cheio de equipamentos eletrônicos destinados a propósitos desconhecidos, e um grupo de pessoas que se autodeclaram ativistas ambientais tenta invadir uma plataforma de perfuração, há legítimas suspeitas a respeito de suas intenções", disseram os investigadores em comunicado.

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Greenpeace
Guarda costeira da Rússia em ação durante protesto do Greenpeace no dia 18 de setembro

Segundo o Greenpeace, integrantes da guarda costeira armados abordaram a embarcação, o Arctic Sunrise, e a apreenderam na quinta-feira, um dia depois de dois ativistas terem sido arrancados da lateral da plataforma Prirazlomnaya, de propriedade da gigante estatal de energia Gazprom e aprisionados.

No total, 30 ativistas a bordo do navio foram presos, incluindo a brasileira Ana Paula Alminhama Maciel, de 31 anos, integrante do Greenpeace desde 2006, segundo a página da organização na Internet.

O Greenpeace, que afirma ter o objetivo de chamar atenção para a ameaça que a exploração de petróleo representa ao frágil ecossistema do Ártico, negou as acusações de pirataria, alegando que seus protestos são pacíficos e que a Rússia violou leis internacionais.

Um porta-voz das autoridades de fronteira disse que diplomatas dos países de origem dos ativistas teriam permissão de embarcar no navio para encontrar os manifestantes nesta terça-feira.

O Greenpeace diz que os ativistas tiveram negado por quatro dias o acesso a advogados e autoridades consulares. A porta-voz Maria Favorskaya afirmou que eles não receberam uma acusação formal.

O grupo de defesa do meio ambiente diz ter assinado junto com outras 50 organizações não governamentais uma declaração pedindo a libertação dos ativistas.

A Rússia considera uma prioridade a difícil exploração dos recursos da região e a produção da reserva de Prirazlomnoye está prevista para começar no final deste ano, depois de atrasos que a Gazprom atribuiu a questões técnicas.

A expectativa é atingir o pico de produção de 6 milhões de toneladas por ano (120 mil barris por dia) em 2019.

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