Dilma participa de fórum sobre desenvolvimento sustentável da ONU

Por Leda Balbino - Nova York* | - Atualizada às

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Presidente diz ser possível conciliar crescimento com erradicação da pobreza e inclusão social

A presidente Dilma Rousseff participou nesta terça-feira (24) da sessão inaugural do Fórum Político de Alto Nível sobre Desenvolvimento Sustentável, criado com o objetivo de implementar as metas estabelecidas na declaração final da Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, intitulado “O Futuro que Queremos”. No encontro realizado no Rio no ano passado, os líderes se comprometeram a definir os objetivos para o desenvolvimento e a eliminação da pobreza no mundo.

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AP
Presidente participou do evento horas depois de discursar na ONU contra programas de espionagem (foto)

Em pronunciamento durante a sessão, a presidente afirmou que o Brasil não vê contradição entre crescimento econômico, erradição da pobreza e inclusão social. Ao dizer que o País apoiará todas as iniciativas internacionais do fórum com vistas à erradicação da pobreza, a líder brasileira lembrou que “a pobreza não é exclusividade dos países em desenvolvimento” e lembrou dos avanços alcançados sob o “Brasil Sem Miséria”.

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“Estamos criando empregos, distribuindo renda e lutando para preservar o meio ambiente”, afirmou a presidente, lembrando que o Brasil, de acordo com dados da própria ONU, é o país que mais tem feito para diminuir os gases do efeito estufa pelo desmatamento.

Dilma também afirmou que o fato de o Brasil ter abrigado a Rio+20 e sua presença na inauguração do fórum nesta terça são uma mostra do compromisso do País com o desenvolvimento com sustentabilidade. “Temos uma responsabilidade com as gerações futuras”, afirmou. O fórum reunirá ministros do Meio Ambiente anualmente e chefes de Estado a cada quatro anos.

A presidente participou do evento algumas horas depois de proferir um contundente discurso na ONU contra os programas de espionagem dos EUA no mundo, incluindo milhões de comunicações por email e de telefone de brasileiros. Há informações de que Dilma, seus assessores e a multinacional Petrobras foram alvo de espionagem.

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Em seu discurso duro, Dilma defendeu o direito à privacidade dos indivíduos e a soberania das nações ao denunciar a espionagem como uma atividade que fere a lei internacional.

Para combater o que descreveu como uma “grave violação dos direitos humanos e das liberdades civis” e uma “afronta aos princípios que devem guiar as relações entre os países”, a líder anunciou que o Brasil apresentará propostas para o estabelecimento de um marco civil multilateral para a governança e uso da internet para assegurar a efetiva proteção dos dados que navegam pela internet.

*Repórter viaja como bolsista da Dag Hammarskjöld Fellowship, da ONU

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