"Hiato" em aquecimento global não deve durar, mostra esboço de relatório da ONU

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Cientistas apontam fatores que explicariam o motivo do aquecimento global ter desacelerado nos últimos 15 anos

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Barreira do Tâmisa e atitudes conscientes dos londrinos são a proteção de Londres para as consequências do aquecimento global


O "hiato" no aquecimento global até agora neste século é parcialmente causado por variações naturais e não deve perdurar, de acordo com esboço do relatório feito por cientistas climáticos da Organização das Nações Unidas (ONU).

O esboço de 127 páginas, e uma versão mais resumida destinada aos responsáveis por elaborar políticas que deve ser divulgado em Estocolmo no dia 27 de setembro, dizem que fatores como a nuvem de cinzas emanada de um vulcão e uma queda cíclica no nível de energia emitida pelo sol podem ter contribuído para retardar a tendência de aquecimento.

Infográfico: Como ocorre o aquecimento global?

Explicar o que o Painel de Mudanças Climáticas se refere quando fala sobre um "hiato" no aquecimento é vital para governos, que prometeram chegar a um consenso sobre um acordo da ONU até 2015 para limitar o elevamento da temperatura, sobretudo através de uma transição de combustíveis fósseis para outras fontes energéticas.

Leia também: Cientistas contestam que aquecimento global tenha desacelerado

O fato de que as temperaturas têm aumentado mais lentamente nos últimos 15 anos apesar do aumento nas emissões de gases do efeito estufa encorajou os céticos que desafiam as evidências sobre uma mudança climática causada por humanos e questionam a necessidade de uma ação urgente.

Mas o esboço do relatório do Painel de Mudanças Climáticas não projeta nenhuma trégua de longo prazo no aquecimento. Em vez disso, prevê uma retomada da tendência de aquecimento que provavelmente vai causar ainda mais ondas de calor, secas, enchentes e elevamento do nível do mar.

"Salvo uma grande erupção vulcânica, a maioria das tendências de temperatura média da superfície global de 15 anos no futuro próximo será maior do que durante 1998-2012", de acordo com o Resumo Técnico de 127 páginas, datado de 7 de junho e obtido pela Reuters.

Segundo o documento, as temperaturas globais vão provavelmente ser entre 0,3 e 0,7 grau Celsius maiores entre 2016-2035, na comparação com 1986-2005.

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