Aral: as imagens impressionantes do mar que virou deserto

Por BBC |

compartilhe

Tamanho do texto

Lago era considerado o quarto maior do mundo e hoje conta com apenas um terço do tamanho original

BBC

Barco "atolado" em Moynap: um dos muitos barcos enferrujados que estão atolados na areia do que já foi um movimentado porto. Todas as fotos são de Catriona Gray. Foto: BBCTalismã de proteção: Na vila de Uch-sai, muitas casas têm estes artefatos pendurados do lado de fora. Eles seriam um tipo de "olho do demônio" ou uma proteção contra espíritos maus. Foto: BBCAralkum: a foto foi tirada por Catriona depois de dirigir 150 km em meio à nova formação desértica da região de Aralkum, onde já foi o fundo do mar de Aral. Foto: BBCCânions do planalto Ustyurt: na área de fronteira do planalto, existiam falésias à beira do mar de Aral. Quando o mar secou, esses rochedos despencaram. Foto: BBCCemitério do planalto de Ustyurt, no Cazaquistão: durante o período da fome nos anos de 1930, a população do Cazaquistão cruzou o planalto de Ustyurt para entrar no Uzbequistão. Foto: BBCTerra seca: apenas a vegetação mais resistente cresce nesse solo, que já foi o fundo do mar de Aral. O chão seco é composto por barro e sal. Foto: BBCDe frente para o mar de Aral: depois de acampar numa área rochosa, Catriona acordou bem cedo para encontrar o sol atrás da espessa nuvem. Foto: BBCMaré de Aral: a guia que acompanhou a fotógrafa Catriona Gray nasceu e cresceu nessa região do Uzbequistão chamada Karakalpakstan. Foto: BBCCemitério russo da vila de Urga: o local já foi exílio para os russos ortodoxos - também chamados de "antigos crentes" - durante a União Soviética. Foto: BBCO pescador de Sudochie: antes de chegar ao mar de Aral, é preciso passar pelo lago Sudochie, onde existe uma desolada vila de pescadores chamada Urga. Foto: BBCTumba da necrópole de Mizdakhan: os túmulos dos 'karakalpakes' - povo muçulmano sunita que vive à beira do mar de Aral - são deixados descobertos. Foto: BBCA necrópole (cemitério, do grego 'necropolis') de Mizdakhan, perto de Nukus: um lugar sagrado de peregrinação provavelmente do século 4 a.C. Foto: BBC

Fotos: Catriona Gray

A grande área que compreende o mar de Aral, um lago de água salgada na Ásia Central, tornou-se conhecida como o lugar onde houve o maior desastre ambiental já causado pelo homem.

O lago, que já foi considerado o quarto maior do mundo, vem se reduzindo ao longo dos anos e hoje tem apenas um terço do tamanho original.

Seu declínio começou nos anos de 1970, quando imensos projetos de irrigação conduzidos pela União Soviética desviaram as águas dos principais rios que abasteciam o Aral para irrigar plantações de algodão no Uzbequistão, Cazaquistão e Turcomenistão.

Para tentar salvar a área que sobrou, projetos internacionais de cooperação estão sendo implementados para reabastecer partes do Aral.

Apesar dos esforços, em grandes áreas do Uzbequistão o deserto de sal em que o local se tornou está fazendo com que a fauna e a flora da região desapareçam.

A fotógrafa britânica Catriona Gray visitou a região e capturou as dramáticas mudanças na paisagem, bem como a rica e diversa cultura dos povos que continuam a viver na região - com mais de 2000 anos de história.

Leia também:

Deserto de Sal oferece paisagens deslumbrantes na Bolívia

Desaceleração do aquecimento global intriga cientistas

Leia tudo sobre: ciênciameio ambientemardesertoarallagoágua salgadamaislidas

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas