Mundo sofreu extremos climáticos inéditos na década passada

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Organização Meteorológica Mundial aponta: aumento das emissões humanas de gases do efeito estufa também contribuiu para a ocorrência de eventos extremos no planeta

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O mundo sofreu extremos climáticos sem precedentes na década que terminou em 2010, o que incluiu ondas de calor na Europa, secas na Austrália e inundações no Paquistão, disse um relatório da Organização Meteorológica Mundial (OMM, uma agência da ONU) divulgado nesta quarta-feira (3).

Todos os anos da década, exceto 2008, estiveram entre os dez mais quentes já registrados desde a década de 1850, sendo que 2010 foi o mais quente de todos, segundo a OMM. O número de dias com recordes de temperatura máxima superou amplamente os recordes de mínimas.

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O texto diz que muitos dos extremos podem ser explicados por variações naturais – secas e tempestades excepcionais aconteceram ao longo de toda a história –, mas que o aumento das emissões humanas de gases do efeito estufa também contribuíram.

"O aumento nas concentrações dos gases do efeito estufa que retêm o calor estão alterando nosso clima, com implicações abrangentes para o nosso ambiente e os nossos oceanos, que estão absorvendo tanto o dióxido de carbono quando o calor", disse Michel Jarraud, secretário-geral da OMM, em nota.

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Entre os incidentes climáticos extremos citados no estudo estão o furacão Katrina (EUA, 2005), o ciclone Nargis (Mianmar, 2008), as inundações de 2010 no Paquistão, as secas na Amazônia, Austrália e África Oriental, e o recuo na cobertura de gelo do Ártico.

As mortes por incidentes climáticos extremos totalizaram 370 mil, número 20% superior ao da década de 1990, segundo a agência, com sede em Genebra. No entanto, nesse mesmo período a população mundial também cresceu expressivamente, passando de 5,3 bilhões de pessoas em 1990 para 6,9 bilhões em 2010.

O aumento no número de mortos decorreu principalmente das ondas de calor registradas em 2003 na Europa, com 66 mil vítimas fatais, e em 2010 na Rússia, com 55 mil mortos. O número de mortos por causa de tempestades e secas, por outro lado, caiu, em parte por causa da melhor preparação dos governos contra desastres.

* Por Alister Doyle

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