Desmatamento da Amazônia em 2012 foi o menor já registrado

Por Agência Estado |

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Pelos cálculos do Inpe, 4.571 km² foram desmatados entre agosto de 2011 e julho de 2012; redução foi de 29% em comparação ao mesmo período de 2010-2011

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Desmatamento na Amazônia teve o menor índice histórico

O desmatamento na Amazônia em 2012 foi mesmo o menor da história, segundo os dados consolidados divulgados nesta quarta-feira pelo governo federal e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Pelos cálculos do Inpe, 4.571 km² foram desmatados entre agosto de 2011 e julho de 2012, que é quando começa e termina o calendário de monitoramento por satélite.

Isso representa uma redução de 29% em relação ao mesmo período de 2010-2011 e de 84% em relação a 2004, quando foi lançado o Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal, que inclui uma série de ações de fiscalização, criação de áreas protegidas, regulamentação fundiária, incentivos econômicos sustentáveis e adequação de atividades agropecuárias.

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Os números são do sistema Prodes, que produz as taxas oficiais anuais de desmatamento, com base em imagens de satélite de alta resolução - que levam mais tempo para serem processadas. Uma primeira estimativa da taxa, de 4.656 km², já havia sido divulgada em dezembro, mas o número oficial que entrará para as estatísticas é este divulgado ontem, mais refinado. Apesar da redução, a área desmatada ainda é grande: equivalente a três vezes o tamanho do município de São Paulo.

Vigilância
Um segundo sistema de monitoramento, chamado Deter, faz a observação da floresta com menor resolução, porém em tempo real, para orientar operações de fiscalização. Por esse sistema, há uma leve tendência de aumento no desmatamento acumulado desde agosto de 2012, em comparação com o período anterior, mas a diferença é pequena demais para fazer projeções.

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O secretário Carlos Nobre, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, ressaltou que o combate ao desmatamento continua como prioridade no plano de redução de emissões de gases do efeito estufa. "Não podemos relaxar um minuto nesse controle." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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