Concentração de dióxido de carbono chega a novo recorde

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Nível do gás causador do efeito estufa chegaram hoje a 400 ppm, o mais alto dos últimos dois milhões de anos

AP
Usina termelétrica nos Estados Unidos: níveis de dióxido de carbono batem recorde

As concentrações de dióxido de carbono na atmosfera chegaram ao maior número dos últimos dois milhões de anos, informaram nesta sexta-feira (10) cientistas do governo dos Estados Unidos.

O dióxido de carbono (CO2) é considerado um dos principais responsáveis pelo fenômeno do aquecimento global.

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Pieter Tans, cientista da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (na sigla em inglês, NOAA) que monitora os níveis de CO2, confirmou que o gás chegou ao volume de 400 partes por milhão (ppm).

"O que estamos vendo é 100% causado pela atividade humana," afirmou. A queima de combustíveis fósseis, como carvão para eletricidade e gasolina em veículos, causou a maioria deste aumento de carbono no ar, acreditam os cientistas.  

Quando começaram as primeiras medições de dióxido de carbono, em 1958, os níveis eram de 315 ppm, o que significa que os níveis de CO2 têm aumentado numa taxa de 2 ppm por ano.

Essa taxa é cerca de 100 vezes mais veloz do que a do início da Era do Gelo, segundo estudos recentes. Naquela época, foram necessários 7000 anos para os níveis de CO2 subirem 80 ppm. Agora, o mesmo aumento aconteceu em apenas 55 anos. 

Esta velocidade é o que preocupa, diz Michael Mann, climatólogo da Pennsylvania State University. Se os níveis de dióxido de carbono sobem 100 ppm ao longo de milhares ou milhões de anos, plantas e animais conseguem se adaptar. Mas isto é impossível no ritmo atual. 

A última vez que os níveis de carbono foram tão altos foi há dois milhões de anos, segundo Tans, durante o Pleistoceno. 

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As medições foram feitas no Havaí, em um das estações de monitoramento mais antigas do mundo, e são consideradas o padrão global para os níveis de gases causadores do efeito estufa.

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No ano passado, monitoramentos regionais já haviam chegado aos 400 ppm no Ártico, porém aconteceram em um período do ano em que acontecem picos de carbono, que depois tendem a diminuir.

(Com informações da AP)

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