Relatório divulgado nesta quinta-feira contabiliza perdas financeiras por ciclones, terremotos, secas e enchentes, que afetaram 106 milhões de pessoas

Agência Estado

Homem enfrenta enchente no balneário de Virgina Beach, causada pela tempestade Sandy
AP
Homem enfrenta enchente no balneário de Virgina Beach, causada pela tempestade Sandy

Desastres naturais e outras catástrofes causaram prejuízo recorde de US$ 138 bilhões à economia global no ano passado, de acordo com um relatório divulgado nesta quinta-feira (14) pela Organização das Nações Unidas (ONU). Trata-se do terceiro ano consecutivo com perdas acima de US$ 100 bilhões.

As tragédias e desastres naturais, que incluem ciclones, terremotos, secas e enchentes, somaram 312 eventos no ano passado, que provocaram a morte de 9,3 mil pessoas. A ONU estima que o número de pessoas afetadas por esses desastres chegou a 106 milhões.

Leia:
Pequenas ilhas temem desastre 'épico' por causa do aquecimento
Imagens de satélite revelam aumentos desiguais nos níveis dos oceanos
Órgão revê previsão de aquecimento global e alimenta polêmica

Os prejuízos bilionários, de acordo com o relatório da ONU, é resultado, principalmente, de muitas indústrias e propriedades privadas estarem perto de áreas com furacões, inundações e terremotos. Desde meados dos anos 1990 as perdas econômicas com tragédias e desastres naturais vêm crescendo ano a ano, destaca no material enviado à imprensa a diretora do divisão da ONU responsável por acompanhar essas catástrofes (UNISDR, na sigla em inglês), Elizabeth Longworth.

Estados Unidos, China e Itália estão entre os países com as maiores perdas em 2012. No caso dos EUA, o principal responsável pelos prejuízos foi o furacão Sandy, que passou pela costa Leste do país entre final de outubro e começo de novembro, provocando prejuízos de US$ 50 bilhões. Por continente, a Ásia foi novamente o que registrou mais prejuízos e mais pessoas afetadas por tragédias em 2012. O relatório destaca ainda secas fortes nos EUA, Europa e África como responsáveis por mortes e prejuízos.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.