Novo sistema vai monitorar degradação florestal amazônica

Por Agência Estado |

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Análise do Imazon vai detectar área e grau de degradação da floresta. Monitoramento funciona paralelamente ao Deter, serviço em tempo real do Inpe

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A degradação, compreendida como a perda de vegetação por queimadas e exploração madeireira, é mais lenta e, portanto, mais difícil de ver

O Imazon, instituto de pesquisas baseado em Belém, lançou um sistema de monitoramento com imagens de satélite para detectar, além do desmatamento na Amazônia, também o grau de degradação da mata ao longo do ano.

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O instituto já fazia um monitoramento mensal - o Sistema de Alerta do Desmatamento (SAD) -, que detecta os dois tipos de devastação e informa os órgãos fiscalizadores sobre onde está o problema. O trabalho funciona paralelamente ao Deter, serviço de monitoramento em tempo real do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais.

Até agora, no entanto, o Inpe era o único a ter uma análise anual - o Prodes -, mais precisa e em alta resolução, da perda. O novo produto é equivalente, com o diferencial de detectar também a degradação.

Ao contrário do desmatamento, caracterizado pelo corte raso da mata e facilmente detectável nas imagens de satélite, a degradação, compreendida como a perda de vegetação por queimadas e exploração madeireira, é mais lenta e, portanto, mais difícil de ver. Mas é importante monitorá-la por ter um papel fundamental na conversão da floresta.

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É que, em muitos casos, o que começa com uma degradação, ao longo dos anos evolui à perda total da mata. Além disso, ela leva ao empobrecimento da floresta em termos de biodiversidade e estoques de carbono.

Com a nova ferramenta, o Imazon conseguiu fazer um mapa de todo o desmatamento e degradação ocorridos na Amazônia entre 2001 a 2010. Nesses dez anos, a degradação afetou uma área equivalente a 30% da área total desmatada no período, com média de 5.188 quilômetros quadrados por ano.

"É uma perda significativa. E, quando começa a ter pressão, há maior risco de virar alvo do desmatamento, então precisa controlar", diz o pesquisador Carlos Souza Jr. Segundo ele, com a ferramenta será possível investigar exatamente como ocorre essa transição ao longo dos anos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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