Poluição atmosférica aumenta risco de bebês nascerem abaixo do peso

Por iG São Paulo |

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Estudo analisou dados de mais de três milhões de recém-nascidos e constatou que os locais com maior índice de poluição têm as maiores taxas de bebês com baixo do peso

AE
Dados mostram que em locais com alto índice de poluição há maior propensão de bebês nascerem abaixo do peso. Na imagem, um recém-nascido recebe os cuidados da mãe em São Paulo em maio de 2012

Mulheres grávidas expostas a partículas de poluição no ar, causadas pela queima de combustíveis fósseis, têm maior propensão a ter recém-nascidos com baixo peso. O estudo, o mais abrangente sobre este assunto, analisou dados de mais de três milhões de nascidos em 14 lugares da América do Norte, América do Sul, Europa, Ásia e Austrália. Os pesquisadores observaram que exatamente os locais com maior índice de poluição tinham também as maiores taxas de bebês abaixo do peso.

Bebês nascidos abaixo de 2500 gramas estão associados a sérios problemas de saúde, incluindo alto risco de morbidez e mortalidade pós-natal, e problemas crônicos de saúde ao longo de toda a vida. “O que é mais significativo no estudo são os níveis de poluição atmosférica que praticamente todo mundo está exposto normalmente. Estas partículas microscópicas, que são menores que que um fio de cabelo, estão no ar que respiramos”, disse em um comunicado Tracey J. Woodruff, professora de obstetrícia e ginecologia da Universidade da Califórnia em San Francisco e uma das autoras do estudo publicado no publicado no periódico científico Environmental Health Perspectives.

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A equipe internacional de pesquisadores usou dados coletados entre o meio dos anos 1990 e fim dos 2000 em vários países. Woodruff constatou que nações com regulamentações mais rígidas contra a poluição do ar apresentaram menores níveis de poluentes e que exemplos mostram que os benefícios para a saúde e bem-estar ao reduzir a poluição são muito maiores que os custos.

“O estudo chega no tempo certo para trazer o tema à atenção dos políticos”, disse Mark Nieuwenhuijsen do Centro de Pesquisa Ambiental e em Epistemologia e também autor do estudo.

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