Texto para segundo período de protocolo de Kyoto tem pontos indefinidos

Uma das principais pendências é definir se países do leste europeu poderão usar crédito de emissões na conta do segundo período do tratado

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O texto sobre o segundo período do Protocolo de Kyoto estava sendo concluído na quarta-feira (05) à noite para ir para a apreciação dos ministros presentes na Conferência do Clima das Nações Unidas (COP) do Catar com ainda uma porção de pontos que terão de ser decididos pelo segmento de alto nível. Mecanismos para aumentar a ambição das metas ao longo de sua vigência, decisão sobre o chamado hot air (uma poupança de emissões reduzidas), e o próprio período em que o protocolo vai durar, se até 2017 ou 2020, ainda estão abertos.

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Segundo o embaixador brasileiro André Corrêa do Lago, um dos principais negociadores do País, foram propostas "alternativas construtivas para resolver os desafios técnicos". Além disso, já existiria uma base para fechar os trabalhos. Uma das questões complicadas é o que fazer com o hot air, uma espécie de poupança de crédito de emissões reduzidas a mais que países do leste europeu e Rússia têm. Nações como Polônia e Ucrânia querem poder continuar usando indiscriminadamente esse recurso, o que, para os países em desenvolvimento e a própria Europa, compromete a integridade ambiental do acordo. Já a Rússia, queria poder continuar vendendo esses créditos para países que tenham de fazer reduções.

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Em declaração à imprensa, diplomatas russos tentaram minimizar a polêmica e disseram que querem manter a "coerência legal do regime" do Protocolo de Kyoto, que prevê incentivos para quem cumpriu seus compromissos. União Europeia, por exemplo, já disse que dentro do grupo a Rússia não poderá vender esses créditos. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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