Ano de 2012 foi mais quente que o normal, mesmo com resfriamento do La Niña

Organização Mundial Meteorológica afirma que mesmo com temperaturas mais baixas do início do ano, 2012 tende a ser o nono ano mais quente da história

iG São Paulo | - Atualizada às

Futura Press
Termômetros de rua chegaram a marcar 38 graus em São Paulo em outubro

A Organização Mundial Meteorologica (WMO, na sigla em inglês) disse hoje que embora tenha ocorrido o resfriamento, por causa do fenômeno La Niña, o ano de 2012 está no caminho de se tornar um dos dez mais quentes da história. A WMO destacou entre os fatos deste ano o verão extremamente quente nos Estados Unidos e a menor extensão de gelo já registrada no Ártico.

Em um balanço feito nesta quarta-feira (28) na Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, realizada em Doha, no Catar, a organização disse que as “taxas alarmantes” de degelo no Ártico mostram as grandes mudanças provocadas pelo aquecimento global.

Leia mais:
Nível do mar sobe 60% mais rápido do que o previsto
Agosto de 2012 é o segundo mês mais quente da história
Segundo mês mais quente da história não é só culpa do aquecimento global

“As mudanças climáticas estão acontecendo diante dos nossos olhos e vão continuar como resultado das concentrações de gases do efeito estufa na atmosfera, que estão crescendo constantemente e também atingindo novos recordes”, disse o secretário geral do WMO, Michel Jarraud.

Jarraud alertou que as temperaturas deste ano começaram a crescer após o inicial resfriamento causado pelo fenômeno climático La Niña que provocou o esfriamento extremo do clima. No entanto, com o fim do La Niña em abril, as temperaturas apresentaram aumento.

Entenda: Como ocorre o aquecimento global

O fenômeno La Niña, marcado pelo resfriamento das águas do Pacífico, altera os padrões climáticos de todo o tempo e tradicionalmente anos com ocorrência de La Niña não costumam figura entre os mais quentes da história. 

A média de temperaturas entre janeiro e outubro foram as mais altas registradas nos Estados Unidos e a nona mais quente do índice global. As temperaturas também ficaram acima da média no Atlântico, onde 10 tempestades, incluindo Sandy, atingiram a força de um furacão.

(Com informações da AP)

    Leia tudo sobre: cop18wmotemperaturaaquecimento global

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG