Emissões mundiais de dióxido de carbono sobem 2,5% em 2011, diz instituto alemão

Instituto de Energia Renovável da Alemanha reforçou outros índices que dizem que com a retomada da economia global, emissões de gases estufa voltaram a subir

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As emissões globais de dióxido de carbono em 2011 subiram 2,5 por cento, para 34 bilhões de toneladas, um novo recorde, informou o Instituto de Energia Renovável da Alemanha (IWR), nesta terça-feira (13).

O IWR, que fornece consultoria para ministérios alemães, mencionou a atividade recuperada da indústria após o fim da crise econômica global dos últimos anos.

"Se a tendência atual for mantida, as emissões mundiais de CO 2 irão subir outros 20 por cento, para mais de 40 bilhões de toneladas até 2020", afirmou o diretor do instituto, Norbert Allnoch.

Infográfico: Os maiores emissores de CO 2 do mundo 

A China liderou a lista de emissores em 2011, com 8,9 bilhões de toneladas, um aumento em relação aos 8,3 bilhões do ano anterior. A produção de CO 2 da China foi 50 por cento maior que as 6 milhões de toneladas produzidas pelos Estados Unidos.

A Índia ficou em terceiro, na frente da Rússia, Japão e Alemanha.

Em maio, a Agência Internacional de Energia disse que as emissões globais de CO 2 cresceram 3,2 por cento desde o ano passado, para 31,6 bilhões de toneladas, lideradas pela China.

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 O IWR tem apresentado há muito tempo propostas para frear o aumento do uso de combustíveis fósseis e estabilizar as emissões globais do dióxido de carbono, ao relacionar a produção de cada país ao investimento obrigatório em equipamentos para proteger o clima e energia renovável.

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As emissões mundiais de CO 2 estão 50 por cento acima do nível de 1990, o ano tomado como base pelo Protocolo de Kyoto sobre o clima. O primeiro período do Protocolo termina em 31 de dezembro e seguirá direto para um novo período de compromissos.

Entenda: como acontece o aquecimento global 

A extensão do novo período deve ser decidida quando líderes mundiais encontrarem-se em Doha, este mês, para uma cúpula da ONU sobre esforços globais para enfrentar a mudança climática. A cúpula tem como objetivo finalizar um novo acordo até 2015 para redução de emissões, que entraria em vigor em 2020.

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