Por causa do calor, placas de gelo na região reduziram no total até 3,4 milhões de quilômetros quadrados em 16 de setembro

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Greenpeace monta coração com bandeira de países em bloco de gelo no Ártico. Ong pretende sensibilizar nações para a proteção da região
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Greenpeace monta coração com bandeira de países em bloco de gelo no Ártico. Ong pretende sensibilizar nações para a proteção da região

A superfície das placas de gelo do Ártico registrou seu nível histórico mais baixo, muito abaixo do recorde anterior de 2007, anunciou nesta quarta-feira (19) o Centro Nacional da Neve e do Gelo dos Estados Unidos (NSIDC, por sua sigla em inglês).

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As imagens do satélite mostram que as placas se reduziram até 3,4 milhões de quilômetros quadrados em 16 de setembro, o que parece ser o registro mais baixo ao longo deste ano, especifica o NSIDC, em seu site.

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"Estamos agora em um território inexplorado", disse o diretor do centro, Mark Serreze em um comunicado.

"Se, por um lado, sabemos há muito tempo que, com a temperatura do planeta aumentando, as mudanças serão vistas primeiro e de forma mais pronunciada no Ártico, poucos de nós estamos preparados para saber a rapidez com que as mudanças estão, de fato, ocorrendo."

O gelo do mar Ártico se expande e se contrai sazonalmente, com sua menor extensão em setembro.

Contudo, o mínimo este ano foi atingido no final de um verão, que já tinha visto as superfícies de gelo atingirem níveis recordes no dia 26 de agosto e, novamente, no dia 4 de setembro.

Os satélites registram o crescente e o minguante do Ártico há 33 anos.

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