Áreas protegidas cobrem 13% das terras do planeta, diz estudo

Relatório da ONU mostrou que América Latina é o continente líder com regiões preservadas, mas que metas para 2020 ainda está longe

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 Áreas de proteção ambiental cobrem 12,7 por cento da superfície terrestre do planeta, ainda abaixo dos objetivos traçados pela ONU, enquanto a América Latina lidera o ranking das regiões com maior área protegida, revelou um estudo global divulgado nesta sexta-feira (7).

Segundo o relatório "Planeta Protegido", áreas destinadas a parques nacionais e outros tipos de reservas ambientais cresceram ante os 8,8 por cento registrados em 1990.

Uma das metas definidas pela Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), assinada por membros das Nações Unidas, é de que 17 por cento do território do planeta estejam sob proteção até 2020.

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"Áreas protegidas têm contribuído significativamente para a conservação da biodiversidade, e um aumento em sua cobertura e efetividade é vital para prosperidade do planeta e das comunidades no futuro", disse a diretora-geral da União Internacional para a Conservação da Natureza, Julia Marton-Lefèvre, durante o Congresso Mundial da Natureza , em Jeju, na Coreia do Sul.

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O levantamento mostra que a América Latina tem 20,4 por cento de suas terras protegidas oficialmente, acima da média das regiões em desenvolvimento --13,3 por cento de área protegidas-- e das regiões desenvolvidas do planeta, que têm 11,6 por cento de suas áreas protegidas.

"Para atingir a meta de 17 por cento estabelecidas pela CDB com áreas nacionais protegidas, mais 6 milhões de quilômetros quadrados de áreas terrestres e de águas continentais terão que ser reconhecidos como protegidos, uma área 10 vezes o tamanho de Madagascar", disse o relatório.

O estudo também trata de áreas protegidas no oceano, onde a meta está mais longe de ser cumprida. Atualmente, 4 por cento de áreas de oceano sob jurisdição de países estão protegidas, enquanto a meta até 2020 é de 10 por cento da área.

Efetividade
As entidades que organizaram o estudo avaliam, no entanto, que áreas protegidas oficialmente não significam que na prática esteja ocorrendo conservação dos recursos naturais.

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