Países africanos decidem não reabrir o texto final da Rio+20

Nações queriam transformar o Pnuma em agência mas encontram resistências dos Estados Unidos

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O grupo de países africanos decidiu não reabrir o texto final da Rio+20 . As nações foram combativas  em tentar fazer com que o Pnuma, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, se tornasse uma agência. Foram apoiados pelos europeus, mas a ideia teve forte resistência dos Estados Unidos.

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O Brasil nunca apoiou a proposta e preferia falar no fortalecimento do Pnuma e não na sua transformação em agência. Acontece que a sede do Pnuma fica em Nairóbi, no Quênia. E os africanos queriam que ocorresse uma alteração no nome do Pnuma - que virasse Organização das Nações Unidas para o Meio Ambiente. Os Estados Unidos se opõem até a isso. Já avisaram, na plenária que aprovou o texto na terça-feira que, se a questão do Pnuma fosse reaberta, eles reabririam outros pontos do texto. Isso significa que o documento poderia ser reaberto nos últimos segundos da Rio+20.

Quando os chefes de Estado terminarem seus discursos, a plenária final da Rio+20 será reaberta. Como o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, está no Paraguai, o encontro pode ser presidido ou pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, ou pela própria presidente Dilma Rousseff.

Os delegados poderão pedir a palavra para os agradecimentos protocolares ao país anfitrião. "Mas se o representante do Quênia pedir a palavra, na plenária final, poderemos ter alguns momentos de emoção", diz um diplomata estrangeiro. Se nada acontecer, será o fim da conferência.

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