Menina que calou o mundo na Rio-92 reclama da falta de comprometimento dos governantes

Aos 32 anos, Severn Suzuki volta ao Riocentro, onde discursou diante de chefes de Estado na Rio92
Maria Fernanda Ziegler
Aos 32 anos, Severn Suzuki volta ao Riocentro, onde discursou diante de chefes de Estado na Rio92

Severn Suzuki , que ficou conhecida como “a menina que calou o mundo” na Rio-92, disse que há menos preocupação com o mundo hoje do que há 20 anos. Aos 32 anos, ela acredita que há menos comprometimento dos líderes globais sobre o meio ambiente e o futuro da humanidade que na conferência da ONU realizada no Rio de Janeiro, em 1992.

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“Há muitas provas de que estávamos mais avançados há 20 anos do que agora. A falta de tantos líderes globais hoje mostra que a conferencia não é tida mais como tão importante. Outra questão é que se você olhar no documento da Rio+20 , verá que inúmeras vezes há o termo encorajar. Onde está a palavra comprometimento?”, disse Severn.

A canadense afirma que é preciso uma “conversa clara” sobre como o futuro da humanidade está sendo levado. “Esta conferência aqui não é só sobre economia, ecologia ou desenvolvimento sustentável. Isto aqui é sobre como estamos levando a raça humana. É sobre a nossa sobrevivência”, disse.

“Eu vim aqui com os meus pais e o meu filho, pois este é um problema entre gerações. É sobre os nossos filhos, e isto não está sendo colocado desta maneira aqui”, disse com lágrimas nos olhos a mulher que há 20 anos falava duramente diante de chefes de Estado.

Mesmo assim, a canadense continua cobrando dos chefes de Estado. Severn afirma que, embora pareça radical, é necessário perguntar aos líderes globais quais são as reais motivações deles. “Temos uma crise na governança, isto é claro. Estamos num momento de grande volatilidade. Temos movimentos como a primavera árabe e o Occupy que mostra que a humanidade está precisando de grandes líderes que não estão aqui”, disse.

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