Dilma rebate, de forma velada, críticas ao documento final da Rio+20

A presidenta participou do Fórum de Mulheres Líderes sobre Igualdade de Gênero e Empoderamento das Mulheres no Desenvolvimento, evento paralelo à Rio+20

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Agência Brasil
Dilma Rousseff

A presidenta Dilma Rousseff fez uma referência velada às críticas levantadas ao texto final da Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20 . Nos momentos finais de sua participação no Fórum de Mulheres Líderes sobre Igualdade de Gênero e Empoderamento das Mulheres no Desenvolvimento, evento paralelo à Rio+20, Dilma observou que, em eventos de porte, a existência de um texto final representa um avanço maior do que a ausência de um documento.

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Na análise de Dilma, a existência de um texto representa um "padrão mínimo por uma construção por consensos". Ela lembrou ainda sobre a falta de consensos observada durante a Cúpula do Clima em Copenhague 2009.

Quando fez a observação sobre a importância de um texto final ao término de grandes eventos, Dilma estava elogiando a postura da ex-presidente chilena e diretora-executiva da ONU mulheres, Michelle Bachelet.

Dilma lembrou que a organização ONU Mulheres entregou um texto com propostas durante a Cúpula dos Líderes na Rio+20. "Nós merecemos dar os parabéns para Michele Bachelet, que conseguiu tirar um documento de todos os países aqui presentes", afirmou.

A presidente Dilma, no final do fórum, também defendeu a importância das relações multilaterais entre os países. "Estou expressando a importância do multilateralismo como uma forma de relação entre os povos, as nações e os governos. Até porque, até recentemente, havia a prática de bilateralismo e a prática de posições hegemônicas. Exercer o multilateralismo é necessariamente levar em consideração posições hegemônicas, posições diversas", afirmou.

À tarde, Dilma tem audiências programadas com o presidentes do Congo, Denis Sassou-Nguesso; com a primeira-ministra da Austrália, Julia Gillard; e com o primeiro ministro da China, Wen Jiabao.

À noite, deve participar de jantar com o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), e o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), em homenagem aos chefes das delegações africanas no Palácio da Cidade, em Botafogo. 

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