Ativistas rasgam texto da Rio+20 em ato simbólico no Riocentro

Manifestantes de vários grupos e ONGs se reúnem na porta da plenária onde acontece a Conferência dos chefes de Estado

Valmir Moratelli iG Rio de Janeiro | - Atualizada às

Valmir Moratelli
Manifestantes no Riocentro

O clima está quente nos corredores do Riocentro, zona oeste da cidade. Contrários ao texto final que segue para os chefes de Estado na Rio+20 , diversos representantes da sociedade civil e líderes de ONGs ligadas ao meio ambiente e causas sociais se reúnem na tarde desta quinta-feira (21) nas proximidades da plenária da ONU.

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Mais de trezentas pessoas cantam, dão gritos de protesto e discursam contra as resoluções que consideram “fracas”, resultantes dos últimos dias de negociações no Riocentro. A Fundação Hernandiana, de Buenos Aires, por exemplo, distribuiu carta direcionada aos jovens, pedindo maior “responsabilidade dos governantes com as questões socio-ambientais”.

Em certo momento de euforia do grupo, uma menina americana de 8 anos foi levantada nos ombros pelo pai e rasgou o que chamou de “texto final da Rio+20”. Foi bastante aplaudida. Representantes de países africanos, índios, estudantes e simpatizantes das causas sociais se aglomeraram entre jornalistas para aplaudir e fazer barulho, numa tentativa de serem ouvidos por chefes de Estado dentro da plenária.

A segurança com agentes brasileiros foi reforçada no local. Seguranças da ONU, de camisa azul, entretanto, apenas observam de longe a movimentação.

Tamara Gonçalves, mestre em direitos humanos e uma das líderes do Comitê latino-americano e caribenho pela Defesa dos Diretos da Mulher (Cladem), puxava coro pela inclusão do direito reprodutivo feminino no texto final. “Mais uma vez incluíram e depois retiraram este item. Fomos usadas como moeda de troca por pressão de forças conversadoras do mundo”, disse a líder do Cladem.

A ONG americana “Earth Revolution”, com sede na Califórnia, trouxe até crianças para discursarem no meio da multidão que se aglomerou nos corredores do Riocentro. “Por uma economia verde global. Por um mundo que ouça os jovens, verdadeiros herdeiros do planeta. Por um mundo com comida e água potável”, gritavam, em inglês.

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Yury Orozco, do Peru, representante do grupo “Católicas pelo direito de decidir”, criticava os líderes da Rio+20. “Chega de falsas soluções. A política empresarial desrespeita os direitos humanos em função de uma falsa ideia de econimia sustentável”, dizia.

Valmir Moratelli
Protesto no Riocentro


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