Primeiro ministro da China: “Precisamos priorizar a erradicação da pobreza”

Wen Jiabao demonstrou estar alinhado com discurso do Brasil e anunciou a doação de R$ 12 milhões

Valmir Moratelli iG Rio de Janeiro | - Atualizada às

Wen Jiabao, primeiro-ministro da China, discursou na tarde desta quarta-feira (20), primeiro dia de plenária no segmento de alto nível da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, no Riocentro. Em dez minutos, Jiabao demonstrou pensamento afinado com o que o Brasil já tinha levantado nas discussões prévias da Rio+20.  Jiabao também anunciou o aporte de US$ 6 milhões (cerca de R$ 12 milhões) para um fundo de financiamento de programas de proteção do meio ambiente em países em desenvolvimento. Ao falar do compromisso com o desenvolvimento sustentável em momento de crise global, Jiabao sugeriu que nenhum país está imune aos seus efeitos: "não há continente ou oásis a ser descoberto". 

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O primeiro-ministro defendeu o combate à miséria. “É preciso dominar as crises financeiras, as mudanças climáticas, observar a questão da segurança alimentar, preservar a sustentabilidade que nos precisamos. Olhemos para o futuro, sem pressão ou discriminação, sem exploração humana, ou destruição de áreas nativas do planeta. As pessoas precisam prosperar com desenvolvimento junto à Mãe Terra. A diferença entre o norte e o sul ainda é grande. Temos que implementar a sustentabilidade em estratégias básicas com condições de continuar priorizando a erradicação da pobreza. Diversidade é a definição para se falar de países, culturas, histórias”, disse.

O chinês falou ainda a respeito da promoção da economia verde no planeta. “Vamos promover a economia verde. Nós queremos avançar em ciência, tecnologia e criatividade. Transferência de tecnologia associada com a economia verde é um caminho para a maior igualdade entre pessoas e povos. Quanto mais a China se desenvolve, mais ela contribui para o mundo. Eu desejo que essa capacidade de contribuição ajude outros países também, incluindo os países menores e ainda os africanos. Nós vamos trabalhar para criar oportunidades para isso. Escrevendo um novo capítulo no desenvolvimento mundial”, encerrou.

(Com informações da Agência Estado)


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