Também queria que documento fosse mais ambicioso, diz Ban Ki-Moon

Secretário geral da ONU afirma que mais importante que um documento são as ações que começam a surgir para a desenvolvimento sustentável após a conferência no Rio

Maria Fernanda Ziegler enviada ao Rio de Janeiro | - Atualizada às

Agêcia Brasil
O secretário-geral da Rio Sha Zukang o secretário-geral das Nações Unidas Ban Ki-moon e a presidenta Dilma Rousseff

O secretário geral das Nações Unidas Ban Ki- Moon disse hoje na Rio+20 que queria que o documento fosse mais ambicioso, mas que a preocupação agora é como as recomendações do documento serão implementadas.

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“Sei que muitos queriam mais ambição no documento. Eu também queria isso, mas vocês sabem que as negociações são muito difíceis, nações têm interesses conflitantes. Mas o resultado desta conferência é muito maior que um documento”, disse em coletiva de impressa no Riocentro.

Ki-moon comentou que a Rio+20 já gerou frutos, como novos projetos para o acesso a energia que 50 países da África, Ásia e América Latina se mostraram comprometidos. O programa de acesso à energia que promova o dobro de eficiência energética e também duplique o uso de energia renovável é uma das bandeiras do secretário-geral.

“A Rio+20 não é o fim, é o começo de vários processos que virão. O importante agora é saber como elas serão implementadas e sem atrasos. A natureza não tem tempo. O documento é muito prático e por isso deve ser implementado completamente”, disse.

Sobre os chefes de estado que iniciam hoje as decisões de alto nível da Rio+20, Ki-Moon disse que cabe a eles decidirem as prioridades e tomarem as decisões políticas. “Temos uma agenda política e, dependendo das prioridades que eles fizerem, algo vai mudar. Espero que esta conferência seja o ponto em que todas as decisões sejam tomadas de uma maneira integrada, pois todo que se refere à sustentabilidade se dá de forma integrada”, disse.

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