Luiz Alberto Figueiredo: "Nível de ambição é uma responsabilidade coletiva"

Embaixador brasileiro rebate críticas ao texto da Rio+20 e afirma que falta coerência para  quem pede mais ações sem exigir ambição de financiamento

Maria Fernanda Ziegler ,enviada ao Rio |

O embaixador brasileiro, Luiz Alberto Figueiredo rebateu, nessa quarta-feira (20), as críticas recebidas pelo documento da Rio+20 afirmando que nível de ambição do texto é uma responsabilidade coletiva, de todos os negociadores que participaram do processo de elaboração do texto.

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“Quem estava na sala, no dia em que foi adotado o documento, devera ter ouvido que o Brasil estava restaurando a plenitude do multilateralismo, da transparência e da democracia”, disse em coletiva de imprensa.

O documento tem sido muito criticado principalmente por não incluir o fundo de US$ 30 bilhões anuais para financiar o Desenvolvimento Sustentável e não elevar o Programa da Onu para o Meio Ambiente (Pnuma) ao status de agência especializada.

Figueiredo afirmou que não se pode exigir ambição de ação, sem exigir ambição de financiamento. “Quem exige ambição de ação e não fala de financiamento na mesa, está sendo, pelo menos, incoerente”, disse Figueiredo.

Figueiredo autoelogiou a habilidade da diplomacia do Brasil, país anfitrião da conferência e que tem o papel de conduzir as negociações entre os países até que se chegue a consensos. “Não houve crítica à condução das negociações, crítica pela maneira como foi feita. Terá sido, possivelmente, a mais democrática negociação da última década”, disse.

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