'É difícil chegar a um denominador comum', diz Patriota sobre ONGs

Afirmação de ministro foi feita após almoço entre a presidenta Dilma Rousseff e presidente francês, François Hollande. ONGs criticaram rascunho final de texto da Rio+20

Anderson Dezan , iG Rio de Janeiro |

O ministro das Relações Exteriores, Antônio Patriota, disse nesta quarta-feira (20) que é difícil chegar a um denominador comum quando se ouve diferentes setores da sociedade. A afirmação foi feita após representantes de ONGs terem criticado na abertura da cúpula dos chefes de Estado na Rio+20 o rascunho final do documento entregue aos governantes. Para eles, o texto ficou raso e sem metas objetivas.

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Berg Silva/ Divulgação Hotel Windsor Barra
O presidente François Hollande com Dilma Rousseff

"O governo brasileiro criou no Rio a conferência mais inclusiva da história das Nações Unidas. Estamos dando voz aos diferentes setores da sociedade para que eles se expressem. É natural que eles queiram mais e sejam mais ambiciosos. Mas, se você juntar 193 ONGs de diferentes países, elas também terão dificuldade de encontrar um denominador comum", disse o ministro em coletiva de imprensa após pergunta feita pelo iG .

O encontro do ministro com os repórteres aconteceu em um hotel na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio, após almoço entre a presidenta Dilma Rousseff e o presidente francês François Hollande.

Na reunião informal, os dois gvernantes conversaram sobre o encontro do G20, em que ambos participaram no México e sobre a Rio+20 . Também entrou na pauta temas como acordos bilaterais sobre desenvolvimento sustentável, além de cooperação nas áreas agrícola, tecnológica e energética. De acordo com Patriota, o Brasil poderá se aproximar brevemente da França na área de desenvolvimento de energia nuclear, tecnologia que o país europeu domina.

"A relação entre os dois países que já era saudável e próxima. Hoje se beneficia da grande afinidade entre os dois líderes", opinou o ministro das Relações Exteriores.

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