Restrição a impressão em papel gera queixas na Rio+20

Organização da Conferência criou medidas que praticamente banem as impressões

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iG São Paulo
Cuidado em evitar impressões é tanto que até kit de informações à imprensa está disponível apenas na parede

A iniciativa da organização da Rio+20 de praticamente banir dos eventos as impressões em papel tem provocado reclamações nos corredores do Riocentro. Em diversos pontos, foram instalados estandes que recebem o nome de paper smart (papel inteligente). A ideia é imprimir apenas o estritamente necessário. Além disso, o papel utilizado é mais sustentável do que os tradicionais, porque é fabricado sem a emissão de carbono.

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Segundo o assessor para distribuição de documentos do Riocentro, Pedro Bassul, quando representantes de organizações não governamentais, integrantes da imprensa ou delegados pedem alguma impressão, os responsáveis pelo paper smart tentam direcioná-los para o site da conferência, onde as Nações Unidas colocam à disposição a maioria dos arquivos.

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Se a pessoa insistir muito, como ocorre com frequência, o pedido será analisado e o documento só será impresso se não estiver no site rio20.un.org ou mediante autorização dos coordenadores. Bassul enfatiza que nada pessoal pode ser impresso.

Para os delegados, no entanto, a flexibilidade é maior. A restrição de uso de papel é mais severa com ONGs e com a imprensa. Bassul afirma que a medida tem enfrentado alguma resistência, porque "tira as pessoas das suas zona de conforto", já que a maioria está acostumada a imprimir sempre, mesmo que vá descartar o papel momentos depois. "Uma conferência sobre sustentabilidade precisa ter atitudes sustentáveis."

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