Oficina ensina a reaproveitar materiais que iriam para o lixo

Evento na Cúpula dos Povos mostrou como montar cadernos ecológicos e fazer bijuterias com câmaras de ar de pneus

Anderson Dezan iG Rio de Janeiro |

Anderson Dezan
Bijuterias feitas com câmaras de ar de pneus na Cúpula dos Povos

Transformar materiais que iriam para o lixo, dando uma nova utilidade a eles. Essa foi a proposta da oficina realizada nesta sexta-feira (15) em uma das tendas da Cúpula dos Povos, evento paralelo à conferência Rio+20 que ocorre no parque do Aterro do Flamengo, na zona sul da capital fluminense.

A atividade conduzida por duas integrantes da organização Rede Ecológica mostrou como reutilizar papéis para fazer cadernos ecológicos e câmaras de ar de pneus para fazer bijuterias.

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Para montar os cadernos, Maíra Telles usou folhas de papel utilizadas (mas apenas de um lado), papelão mais resistente (caixas de embalagens, por exemplo), barbante e furador. O primeiro passo é dobrar as folhas de papel de modo que o lado utilizado fique para dentro. Após fazer isso, corte o papelão no mesmo tamanho das folhas para ser utilizado como capa. Junte tudo, fure e utilize o barbante como espiral.

"Evitamos usar cola para que esse caderno possa ser reciclado depois. É um trabalho artesanal que pode ser feito por qualquer pessoa", diz Maíra. A iniciativa surgiu em um projeto na PUC-RJ e hoje é repassada para escolas e eventos através da Rede Ecológica. Qualquer pessoa pode solicitar à organização a realização da oficina.

Técnica africana

Já a técnica de utilização de câmaras de ar de pneus para a fabricação de bijuterias veio da África, segundo Jac Carrara. Além desse tipo de borracha, o artesão pode incorporar outros elementos aos adereços, como rolhas, restos de couro e arame. Jac recomenda lavar e passar uma cera na câmara de ar de pneu antes de utilizá-la.

"É um material que costumamos ver como algo sujo e que ninguém tem vontade de pegar. Mas, quando você trata, dá uma nova vida a ele. A câmara de ar possui alta resistência e é auto-cortante. Faço fechos com ele mesmo. É fácil de cortar e dobrar", avaliou. Entre as peças feitas na oficina estavam cordões e pulseiras. As oficians de Jac Carrara também são ministradas no Centro de Artes Calouste Gulbenkian, pertencente à Prefeitura do Rio.

"Tanto no caderno, quanto na bijuteria, a ideia é que a pessoa tenha criatividade dentro de casa com materiais simples, de baixa tecnologia. Que ela possa fazer coisas bonitas para uso próprio e para os outros. Eventualmente até dar presentes e ganhar dinheiro também", disse.

Anderson Dezan
Cadernos ecológicos são exibidos na oficina da Cúpula dos Povos

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