Para ministro de Relações Exteriores evento no Brasil deverá se tornar referência para as próximas conferências da ONU

O ministro das Relações Exteriores Antônio Patriota disse, nesta quinta-feira (14), que, independentemente dos resultados, a Rio+20 já pode ser considerada um marco histórico na trajetória das grandes conferências realizadas pela Organização das Nações Unidas (ONU).

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Segundo o ministro, que participou da abertura do evento “Encontro da Indústria para a Sustentabilidade”, promovido pela Confederação Nacional das Indústrias (CNI), o evento se destaca não apenas pela quantidade expressiva de participantes, mas também pelo formato que privilegiou a “inclusividade”.

“Já temos mais de 10 mil representantes de delegações estrangeiras credenciadas no Riocentro. Esperamos que outras dezenas de milhares cheguem até a próxima semana”, disse. Patriota ressaltou ainda que, além dos 500 eventos oficiais, estão previstos mais 3 mil eventos paralelos, como encontros do setor acadêmico e de grupos como os povos indígenas, apenas para citar alguns.

O ministro destacou ainda a realização de diálogos envolvendo pessoas influentes de todo o mundo, entre líderes na área ambiental e da sociedade civil, que deverão dar origem a recomendações que serão debatidas pelos chefes de Estado na próxima semana. “Essa é uma ideia brasileira que muito provavelmente será incorporada nas próximas conferências”, afirmou.

Apesar de estar confiante quanto ao sucesso da Rio+20, Patriota reforçou que as discussões em torno do tema da sustentabilidade “não podem gerar empecilhos ao crescimento dos (países) menos favorecidos”. Segundo ele, é preciso que todos estejam atentos para não transformar objetivos futuros em barreiras comerciais que possam prejudicar nações em desenvolvimento.

“Há um sentimento disseminado de que a agenda da Rio+20 deve ser positiva, com atenção para as necessidades dos países menos desenvolvidos”, afirmou.

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