Brasil não tem texto alternativo “na manga” para a Rio+20, diz negociador-chefe

Segundo negociador-chefe do País na conferência, posição nacional será a de buscar pontos convergentes e se chegar a um texto forte

Raphael Gomide iG Rio de Janeiro | - Atualizada às

O Brasil não tem um texto alternativo “na manga” para apresentar no caso de os negociadores dos países não chegarem a um acordo até esta sexta-feira (15), afirmou o negociador-chefe do Brasil, embaixador Luiz Alberto Figueiredo Machado.

O país assume a presidência ao fim das reuniões preparatórias e, segundo Figueiredo, pretende "fazer tudo o que for necessário" para que o documento principal fique pronto antes da chegada dos chefes de Estado, para o segmento de alto nível da Rio+20 .

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"O Brasil não apresentará novos textos. O texto que existe é o da negociação. É comum dizerem que o país-sede tem um texto 'na manga' que apresentará na hora. É natural que, como presidente, o Brasil busque auxiliar as negociações, sugerindo opções de soluções para casos específicos, onde não há acordo, mas isso não tem nada a ver com o Brasil ter um texto", afirmou Figueiredo.

A se tomar o número de parágrafos, apenas cerca de 25% do documento principal da Rio+20 estão acordados, porque a maior parte continua "refém" - como definiu um representante da ONU - de alguns pontos-chaves, ainda travados .

Para Figueiredo, porém - que buscou demonstrar otimismo - "as negociações estão avançando". "As negociações ainda não estão concluídas, o que não quer dizer que vão mal, mas que estão no processo", minimizou.

Mais cedo, o diretor de Desenvolvimento Sustentável da ONU e número 2 da Rio+20, Nikhil Seth, ainda não tem um "Plano B" para o caso de os negociadores do documento principal não chegarem a um acordo . O número 2 da Rio+20, Nikhil Seth, admitiu nesta quinta-feira (14) que no caso de isso acontecer, ainda não há uma solução prevista e acordada entre os atores.

Caso as negociações não se encerrem nesta sexta (15), o Brasil vai assumir a coordenação e "buscar pontos convergentes", "sem abandonar a postura como membro e ideias próprias, fortes e ambiciosas". "Nas temos de vestir o outro chapéu, da presidência, de buscar a convergência e o meio-termo," disse Figueiredo.

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