Navio do Greenpeace está no Rio para Cúpula dos Povos

Rainbow Warrior estará aberto para visitação do público nos dias 16,17, 21 e 22 de junho

iG São Paulo |

AFP
Navio Rainbow Warrior, da Ong ambientalista Greenpeace, chega ao Rio de Janeiro

Chegou nesta quarta-feira (13) ao Rio de Janeiro o navio Rainbow Warrior (Guerreiro Arco-íris), do Greenpeace, que ficará atracado no Píer Mauá até o fim da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, que segue até o próximo dia 22. A embarcação, usada pela organização não governamental (ONG) para protestos e campanhas de conscientização pelo mundo, está em águas brasileiras desde março e utiliza a chamada sustentabilidade náutica.

Até o fim da Rio+20, o Greenpeace vai focar as atividades na Cúpula dos Povos, no Aterro do Flamengo, um evento que se contrapõe às reuniões oficiais no Riocentro, na Barra da Tijuca. "Na Cúpula dos Povos vão acontecer as discussões que não estão acontecendo no Riocentro. O documento que está sendo discutido pelas Nações Unidas não aponta o mundo que queremos", disse o diretor executivo do Greenpeace no País, Marcelo Furtado. "Os governos iluminaram o palco, mas quem vai ocupá-lo será a sociedade civil", completou.

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Nos dias 16, 17, 21 e 22 deste mês, das 10h às 16h, o navio abre as portas para visitação. No local, representantes da ONG darão informações à população sobre iniciativas da entidade, como as campanhas do Desmatamento Zero e de Energias Renováveis.

O coordenador da campanha Desmatamento Zero, Márcio Astrini, lamentou o fato de a proteção das florestas brasileiras ter ficado fora das discussões sobre o Código Florestal Brasileiro, que estabelece limites de uso das propriedades rurais.

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"A gente entende que, no Congresso Nacional, a discussão se deu em torno de perdoar crimes ambientais, de legalizar desmatamentos ocorridos no passado. Se no Congresso fizeram uma campanha e uma lei para defender o desmatamento, a gente está propondo, agora, uma campanha que vem com uma lei de iniciativa popular. Por isso, a importância da participação das pessoas para acabar com o desmatamento no Brasil", disse.

Greenpeace / Rodrigo Paiva
Vista do Rio de Janeiro na chegada do navio Rainbow Warrior

Antes de chegar ao Rio, o veleiro passou pela Amazônia e parte da costa brasileira, como São Luís e Salvador. "A principal mudança, talvez, desde a Eco-92 (também realizada no Rio), é que o Brasil se tornou mais importante no cenário mundial. Portanto, precisa ser mais responsável e, como anfitrião, seja firme na condução da Rio+20", afirmou Furtado.

Com informações da Agência Estado e Agência Brasil) 

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