Negociadores se reúnem pela última vez para fechar documento da Rio+20

Nesta quarta-feira se inicia a rodada final de discussões da declaração final da Cúpula de Desenvolvimento Sustentável da ONU

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A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável Rio+20 começa oficialmente nesta quarta-feira (13) com a última rodada de negociações prévias à cúpula de chefes de Estado e de governo da semana que vem.

Entenda como a Rio+20 vai funcionar

Negociadores de cerca de 180 países se reunirão a portas fechadas durante três dias, até sexta-feira, no centro de convenções Riocentro, que também será sede da conferência, de 20 a 22 de junho, quando se prevê a participação de pelo menos 100 líderes.

O secretário da Rio+20, Sha Zukang, disse ontem no Rio que 134 chefes de Estado e de governo se inscreveram para discursar na conferência, o que significaria um recorde de participação em eventos da ONU.

O objetivo da reunião é chegar a um consenso sobre o documento de compromissos , que pretende transformar em realidade o conceito de economia verde e dar uma estrutura institucional mundial às políticas de desenvolvimento sustentável. Para os especialistas, trata-se de lançar uma iniciativa para integrar o desenvolvimento econômico, a preservação do meio ambiente e a inclusão social.

A última rodada de negociações , em maio em Nova York, terminou sem evolução nos acordos, segundo várias fontes da ONU. O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, tem uma visão mais otimista , e afirmou que Nova York representou "avanços encorajadores" que se conquistaram pela vontade dos Estados-membros aprovarem "planos muito bons e ambiciosos".

Espera-se que os últimos detalhes das negociações sejam acertados nestes três dias, para que se chegue à assinatura de um documento contendo compromissos concretos para dar prosseguimento aos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio da ONU, que expiram em 2015.

Sha Zukang já antecipou que, caso não se feche um acordo até sexta-feira , as conversas poderão se estender por mais quatro dias antes da cúpula de chefes de Estado ou de governo.

Também a partir de amanhã começa grande parte das centenas de eventos paralelos e alternativos à Rio+20 , organizados por movimentos sociais, empresas, universidades e sindicatos, que abordam problemáticas concretas sobre meio ambiente e pobreza.

O ato cotado como maior e mais contestatório, a denominada Cúpula dos Povos, começará na sexta-feira com o objetivo de buscar propostas de desenvolvimento sustentável de tom anticapitalista. A Cúpula dos Povos terá manifestações, assembleias, debates, oficinas participativas e atividades culturais que devem reunir cerca de 20 mil participantes.

Entre as atividades paralelas está a primeira reunião mundial de legisladores, que congregará 300 congressistas de 130 países entre sexta-feira e domingo. Além desses eventos, está convocada uma conferência de prefeitos do fórum C40, que abarca as maiores cidades do planeta, para analisar, no dia 19, as políticas municipais para o impulso do desenvolvimento sustentável.

Os organizadores da Rio+20 prepararam três jornadas de diálogos nas quais os responsáveis da maioria dos eventos paralelos vão apresentar suas propostas de desenvolvimento sustentável aos governantes para que as levem em conta antes de assinar o documento final.

As jornadas de diálogo, que irão de sábado a terça-feira, vão se concentrar em dez mesas redondas que precisarão condensar três propostas cada uma. Várias delegações internacionais já estão no Rio, em cujas ruas já circulam 15 mil militares e policiais encarregados da segurança dos líderes e dos quase 50 mil presentes à reunião. 

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