Dilma cria novos parques ecológicos no Dia do Meio Ambiente

Presidenta também sancionou decreto com normas para empresas verdes que prestam serviços  para o Estado

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A presidente Dilma Rousseff aproveitou a celebração do Dia Mundial do Meio Ambiente, nesta terça-feira (5), para anunciar a criação de dois novos parques nacionais, a ampliação de outros três e diversas medidas de apoio aos povos indígenas.

Os decretos foram assinados por Dilma em um ato realizado no Palácio do Planalto com a presença de autoridades nacionais e da Organização das Nações Unidas (ONU) vinculadas à Rio+20, que começa em 15 dias.

A presidente sancionou, ainda, um decreto que estabelece normas para que as empresas que prestam serviços ou que vendem produtos ao Estado utilizem práticas ambientais corretas, a fim de se manterem entre os fornecedores oficiais.

Em relação aos povos indígenas, Dilma assinou decretos que formalizam sete novas reservas e anunciou a criação de um comitê governamental que deverá estabelecer políticas para melhorar o saneamento e a alimentação nas aldeias.

"O Brasil tornou-se, ao longo da última década, um dos países que mais avançaram na proteção de sua biodiversidade e na construção de um modelo sustentável. Estamos hoje criando e ampliando unidades de conservação para preservação ambiental, homologando novas terras indígenas e cumprindo o dever de proteger os povos que são a origem do Brasil", declarou Dilma.

Segundo a presidente, agora o país deve avançar na promoção de uma "economia verde e inclusiva" e fortalecer "as cadeias produtivas comprometidas com a preservação", de modo que a "responsabilidade" ambiental seja assumida também por todo o setor privado.

Durante a cerimônia, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, apresentou novos dados que confirmam a tendência de queda no ritmo de desmatamento da Amazônia desde 1998.

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Segundo a ministra, entre agosto de 2010 e julho de 2011 as taxas de desmatamento nessa região caíram 8%, embora nesse período uma superfície de 6.400 quilômetros quadrados tenha sido desmatada.

Izabella admitiu que "ainda há muito a fazer", mas avaliou que a taxa de desmatamento é a menor registrada no período desde que esses indicadores começaram a ser medidos na Amazônia, há duas décadas.

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